Perfil do público mudou
Hoje, são mais de 70 pessoas que contam com o apoio da Casa do Bom Samaritano, localizada na Vila Marísia (Área Central). A instituição, criada em 1983 por lideranças da Igreja Católica, passou a ser casa abrigo seis anos depois. Desde então, o perfil do público que recebe atendimento mudou.
''Antes, as famílias que vinham em busca de emprego nos procuravam com mais frequência. Agora, são mais os moradores de rua'', explica o presidente Imério Francisco Weber. Mas também recebem assistência doentes mentais, pessoas que perderam a memória e rejeitados pelas famílias.
De acordo com Weber, Londrina hoje não tem um número de vagas suficiente para atender a demanda de moradores de rua. Tanto que, quando é necessário, a instituição conta com apoio da administração municipal para encaminhar alguns internos para algum hotel da cidade.
Ele explica que o trabalho de assistência social tem três objetivos: socorrer a vítima na necessidade imediata, buscar o reencaminhamento para a família e viabilizar a vida independente dos assistidos. A reinserção no mercado de trabalho, no entanto, é ainda mais difícil para quem vem de outra cidade e não tem referências.
A casa é mantida por doações, inclusive através da conta de luz, bazares e trabalho voluntário. Ao todo, são 19 funcionários que, além do atendimento de enfermagem e assistência social, servem cerca de 480 refeições por dia.(F.R.F.)
Serviço:
- O interessado em ajudar pode entrar em contato através do telefone (43) 3339-1379





