Pereira e Salton confirmam pagamento irregular a empresa
Lúcio Horta
De Londrina
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o pagamento a uma empresa de informática ouviu ontem à tarde o ex-presidente da Câmara, Adalberto Pereira (PFL), e o ex-diretor, José Roque Salton. Ambos teriam autorizado o pagamento de R$ 86.441,00 à Easy Com. Informática Ltda, sem que a empresa tivesse concluído a entrega de equipamentos e licenças para uso de programas.
Segundo o presidente da CEI, vereador Salvador Francisco (PSB), tanto Pereira quanto José Roque confirmaram que o pagamento irregular foi feito à Easy, mas alegaram que a falha não ocorreu por má-fé. A empresa tinha se comprometido a entregar os equipamentos em 15 dias e por isso ocorreu o pagamento. Só depois é que eles perceberam que tinham cometido um erro involuntário, disse Salvador. Tercílio Turini (PSDB), relator da CEI, concorda: O que está claro, pelos depoimentos, é que houve um erro, mas não má-fé.
Os depoimentos de Pereira e José Roque foram os últimos da comissão. Turini informou que ainda esta semana deve convocar os demais membros para discutir o relatório final, que será entregue à mesa executiva da Câmara na sessão da próxima terça-feira. É preciso que haja consenso.
Tanto Francisco quanto Turini acreditam que a decisão deva indicar pelo ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres da Câmara, estimados em aproximadamente R$ 25 mil. Eles entendem que medidas mais radicais, como a formação de uma comissão processante - que chegou a ser proposta em relatório do procurador-jurídico da casa, Antônio Carlos Vianna -, não devem ser discutidas. A decisão final, no entanto, caberá ao plenário da Câmara.
Francisco acrescentou ainda que, junto com o relatório, irá uma sugestão para que ocorram mudanças nos processos administrativos para pagamento de serviços. Pelos depoimentos que foram colhidos, ele afirma, foi observado que nem todos os pagamentos feitos têm o recebimento do serviço devidamente documentado. Ou seja: casos como os dos computadores podem não ter sido os primeiros ou os últimos da Câmara. É preciso que ocorram normas mais rigorosas para cumprir as licitações efetuadas, disse.





