Perdi todos os meus documentos. E agora?
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quinta-feira, 03 de abril de 2008
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
A falta dos documentos pessoais - motivada por roubo, furto ou desaparecimento - exigirá duas providências imediatas do cidadão: a solicitação da segunda via e a comunicação pública. A primeira delas é registrar um boletim de ocorrência na delegacia de Polícia Civil, o que é imprescindível na requisição da Carteira de Identidade (Instituto de Identificação), da Certidão de Pessoa Física (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil ou Correios), no bloqueio de talões de cheques e cartões de crédito.
O segundo passo é divulgar o fato em jornal de circulação local. A intenção é minimizar a possível ação de golpistas que utilizem seus documentos para comprar, obter empréstimos, abrir firma etc. Esta medida é praxe, pois a legislação brasileira não diz nada a respeito. O padrão é fazer um anúncio destacado por três dias consecutivos e guardá-lo na carteira por tempo indefinido. Outro cuidado menos usual é informar o Serasa, órgão responsável pela emissão do status do CPF na eminência de operações de crédito.
Além destas informações, o cidadão precisará de dinheiro e muita paciência. Cada certidão ou serviço que comprovem sua idoneidade custará alguns reais. No Instituto de Identificação do Paraná, por exemplo, a vítima de roubo que apresentar o boletim de ocorrência no prazo máximo de 30 dias pagará pela segunda via da cédula de identidade o mesmo valor da primeira, ou seja, R$ 10,85. ''Para evitar os transtornos provenientes do roubo ou perda de documentos, sugerimos que as pessoas circulem apenas com aqueles estritamente necessários'', disse Idelma Mendes, chefe da regional do Instituto de Identificação de Londrina.
Durante esse trâmite oficial, é aconselhável ao cidadão procurar seus pertencentes junto à Polícia Civil ou aos Correios. Este último possui o serviço de Achados e Perdidos que, na maioria dos casos, é depósito de documentos. Em Londrina, a agência central (localizada à Avenida Rio de Janeiro) mantém os documentos por 60 dias. Após este período, as cédulas são devolvidas aos órgãos emissores (Secretaria de Estado da Segurança Pública, Ministério do Trabalho, Justiça Eleitoral, etc). A lista é atualizada quase diariamente e pode ser consultada por qualquer pessoa, de segunda-feira a sábado, em horário comercial. A retirada de um ou vários documentos é feita mediante o fornecimento de dados pessoais e o pagamento de R$ 3,20. ''No final de ano e durante grandes eventos como, por exemplo, a exposição agropecuária, a quantidade de documentos aumenta muito'', frisou Lourival Silvério, supervisor de atendimento da agência central dos Correios, em Londrina.
Devido ao fluxo de pessoas que circulam pelo Terminal Urbano da cidade, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) guarda, por três meses, todos os objetos e documentos encontrados no local ou dentro dos ônibus. Munidos da lista telefônica, eles têm identificado os donos de - praticamente - todos os documentos achados ali. Caso contrário, as cédulas são remetidas aos Correios e os objetos doados ao Provopar.
Serviço - O Instituto de Identificação de Londrina fica à Rua Maranhão, 314 (Centro) e atende pelo telefone: (43) 3337-1161; CMTU no Terminal Urbano: (43) 3356-5252 e a agência central dos Correios: (43) 3377-5052.


