Perdi meu bicho de estimação... E agora?
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quarta-feira, 05 de agosto de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Por descuido, maldade ou crueldade, aquele animal que fazia a alegria da família pode um dia não estar mais presente. Quem já passou por isso sabe bem a dureza que é ficar sem o carinho de cães, gatos e outros bichos de estimação. Muitas vezes, nem o pagamento de recompensas facilita o seu retorno para casa.
Todos os dias, há donos de animais desesperados relatando seus dramas em classificados de jornais, programas de rádio, internet e até em faixas e cartazes espalhados em ruas de grande movimento. Nem sempre o resultado é positivo. Foi o que aconteceu com o mangalarga Mustang, furtado no final de janeiro de um sítio em Mauá da Serra (Norte), com outros três cavalos e uma égua, todos de raça. Para a estudante Camila Mariotto, 20 anos, Mustang era especial por ser um presente do avô, dado em 1990: ''Ele colou um cartaz no cavalo com a frase - 'Camila, te amo. Estou te esperando' - e me deu a foto.''
A ginecologista Lilian Garcia Spironelli também vive às voltas com tentativas infrutíferas de reencontrar o bassê Juca, que estava na família há três anos. Ele sumiu na noite de 11 de julho, das proximidades do Lago Igapó 1, Região Central. Ela já espalhou panfletos e faixas na tentativa de achar o cão. ''Quando um animal morre a gente fica triste mas sabe o que aconteceu. Agora, quando some, dá um desespero que não tem nem como explicar'', comparou a médica.
Já na casa dos Minetto, de Londrina, a alegria voltou há uma semana: Shell, um pastor alemão de cinco anos, reapareceu no portão depois de ficar desaparecido por três meses. ''Ele apareceu só carne, osso e terra e agora ainda está se restabelecendo. A sensação é semelhante à de um filho que estava sumido e voltou para a gente'', emocionou-se José Minetto, pai de Júlio César, o dono do cão. Neste tempo todo, foram feitos anúncios até na internet. A procura seguiu por aqui, ali e acolá, pistas foram checadas... Nem recompensa adiantou. ''Já estávamos quase sem esperanças'', admitiu Minetto.
Com Welington André Bezerra ocorre o oposto. Morador do Conjunto Vivi Xavier (Zona Norte), ele saía de casa para trabalhar na manhã da última segunda-feira quando se deparou com um filhote caramelo de sharpei perambulando perdido pela Avenida Saul Elkind. Ele o levou para casa mas não deseja ficar com o animal. ''Quero devolver'', afirmou. Mas como está cuidando do animal, ele pede uma recompensa. ''Tem até gente que já quis comprar ele de mim mas não vou vender.''
Serviço - Quem tiver informações sobre o cavalo Mustang pode ligar para 8427-2000 (Fernando). Informações sobre o paradeiro do bassê Juca podem ser repassadas para 9919-4192 ou 3341-5001. Já o dono do sharpei recolhido na Zona Norte pode entrar em contato pelo fone 3347-5386 e falar com Leonilda.


