Perder a audição é inevitável
Todos perdemos um pouco da audição ao longo da vida. Uma pessoa de 80 anos, por exemplo, já perdeu aproximadamente 60% dos neurônios responsáveis pela audição. Além disso, estima-se que cerca de 10% da população apresentem algum distúrbio auditivo. Em idosos, esse número sobe para 20%.
Se você está ouvindo mal, se fala muito alto, se tem falta de concentração ou ouve zumbidos é melhor procurar a ajuda de um especialista, pois estes sintomas podem indicar algum grau de perda auditiva. As causas podem ser diversas: infecções, barulho muito alto, uso de medicamentos, entre outros.
Alguns hábitos podem agravar ainda mais os problemas auditivos. Escutar música alta e frequentar shows e boates são alguns exemplos. De acordo com o otorrinolaringologista do Hospital Iguaçu, de Curitiba, Maurício Buschle, ruídos acima de 85 decibéis são prejudiciais e, quanto mais repetitivo, maior o dano.
Outros fatores que podem causar a perda da audição são a obstrução por acúmulo de cera ou por objetos introduzidos no canal do ouvido; perfuração ou outro dano causado no tímpano; infecções; meningite, principalmente a pneumocócica; rubéola gestacional; e perdas congênitas relacionadas à dificuldade no parto ou do recém-nascido, como a icteria neonatal. Apesar de menos comum, existe também a perda causada por fatores genéticos.
Além das próteses auditivas, existem outras formas de tratamento da surdez, mas todas devem ser adotadas o mais cedo possível para evitar a atrofia dos órgãos centrais de audição. Se a causa for infecção, o tratamento indicado é com antibióticos e vacinas para melhorar as defesas. Alguns casos podem ser tratados com cirurgias, como a de implante coclear, uma das mais avançadas tecnologias da área, pois pode devolver a audição em casos de surdez profunda.(S.L.)





