Perda de veículo garante ressarcimento do IPVA
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terça-feira, 21 de dezembro de 2004
Jacira Werle<br>Reportagem Local 
Poucos motoristas sabem, mas quem teve perda total do veículo pode resgatar parte do valor do Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA). Em Londrina, neste ano apenas 11 pessoas pediram o ressarcimento. A cidade já registra mais de 600 casos de furtos ou roubos, segundo dados da Polícia Militar. O valor que pode ser resgatado é proporcional ao tempo que a pessoa ficou sem o carro durante o ano, explica o delegado regional da Receita Estadual, Newton Modesto D'Ávila.
Segundo D'Ávila, os motoristas que passaram por situações de roubo ou furto, extorção ou tiveram o carro destruído em acidentes podem pedir o ressarcimento do imposto. A medida pode ser tomada mesmo por pessoas que enfrentaram esses problemas até cinco anos atrás. O delegado exemplifica dizendo que, se a pessoa pagou o IPVA em janeiro e teve o carro roubado em julho, poderá solicitar o valor referente aos meses do ano que ainda faltam.
Para solicitar o pedido de ressarcimento do IPVA, o motorista deve apresentar uma cópia do Certificado e Registro de Licencimento de Veículos, cópia do comprovante de pagamento do IPVA e o boletim de ocorrência da polícia, orienta D'Ávila. Ele acrescenta que o pedido pode ser feito em qualquer agência da Receita Estadual do Paraná ou pela internet por meio do site www.fazenda.gov.pr.br. Depois que toda a documentação for entregue, o dinheiro é liberado num prazo de 30 a 60 dias. Em Londrina a sede da Receita fica na Rua Pará, 473.
Para o superintendente da 10 Subdivisão da Polícia Civil, Francisco de Assis, as pessoas devem buscar dispositivos como alarme e trancas que dificultem a ação dos assaltantes. Segundo Assis, como Londrina tem uma frota grande de carros, além de circularem pela cidade veículos de toda a região, os 634 casos de roubo ou furto de carros ocorridos até agora ''não são um número tão grande''.
O superintendente explica que cada marca de carro é subtraída para um fim. O destino de caminhonetes, diz ele, seria a revenda em outros estados e até mesmo para o Paraguai, o que dificulta a recuperação do veículo. Há carros roubados para prática de assaltos e até mesmo para terem peças retiradas.


