Perda de alimentos: como evitar
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Fernanda Carreira <br>Reportagem Local 
Um dos maiores produtores de alimentos do mundo e também um dos que mais desperdiça essa riqueza ao longo da cadeia produtiva. Essa é a triste realidade com que nos deparamos quando analisamos os resultados de pesquisas e enquetes que vem sendo realizadas no Brasil nos últimos anos.
De acordo com informações colhidas pelo Instituto Akatu, em uma enquete eletrônica realizada em 2011 com internautas, 64% do alimentos são desperdiçados no país, desde o plantio até o consumidor final. O maior desperdício pode ser verificado durante a colheita e o processamento culinário e de hábitos alimentares, que corresponde a 40% da perda.
Os dados obtidos com a pesquisa da pesquisa apontam que os fatores mais comuns relacionados às perdas seriam a técnica e maquinário impróprio utilizados durante a colheita; a colheita fora de época; o manuseio, armazenamento e embalamento inadequados dos alimentos; a avaliação incorreta do volume de venda no varejo; além de maus hábitos de preparo e consumo.
Os alimentos mais desperdiçados no país são: alface e tomate; pão de forma e queijo branco. Analisando esses números, o Instituto exemplifica que uma casa brasileira desperdiçaria, em média, 20% dos alimentos que compra semanalmente, o que remete a uma perda de US$ 1 bilhão por ano, ou o suficiente para alimentar 500 mil famílias brasileiras.
Mudança
O casal Norival Silva e Terezinha Carvalho Silva reconhece que faz parte do grupo de consumidores que ainda não aprendeu a organizar o processamento culinário e os hábitos alimentares para evitar o despedício. ''Acho que a gente perde muita coisa em casa. Principalmente, frutas, legumes e verduras que estragam rápido'', revela a dona de casa. ''Admito que preciso aprender a reaproveitar muitas outras. A mudança não é de um dia para o outro, mas é necessária e temos que aprender.''
''Até mesmo para economizarmos mais. Às vezes, a gente compra muita coisa de uma vez só e não dá conta de comer tudo. Resultado: vai tudo para o lixo'', completa o marido.
O casal exemplifica bem uma outra constatação da enquete realizada pelo Instituto Akatu: de 20% a 30% de todos os alimentos comprados para abastecer uma casa acabam indo para o lixo, favorecendo que cerca de 50% do peso do lixo doméstico corresponda à quantidade de alimentos descartados.
Na contramão desse cenário de desperdício de alimentos no país, a estudante Leticia Viviane Brito afirma que teve que aprender cedo a organizar a compra e o consumo de alimentos em sua casa o objetivo de evitar o desperdício. Morando sozinha há mais de um ano, ela detalha que procura fazer pequenas compras durante todo o mês com o objetivo de sempre comprar somente o que vai consumir naquela semana. ''Quando eu morava com meus pais sempre foi assim e eu acabei reproduzindo. Acho que assim fica bem mais fácil, eu economizo e não desperdiço nada'', diz. (Com Agência Graffo)



