Pequenos sinais indicam graus de comprometimento
Pequenos sinais
indicam graus de
comprometimento
A observação sistemática e criteriosa do comportamento da criança leva a perceber sinais como dificuldade de comunicação e relacionamento, busca frequente de isolamento, dificuldade de contato olho no olho, estereotipias (movimentos repetitivos de mãos, braços, pernas, cabeça, corpo), dificuldade de comunicação, relacionamento e imaginação.
Outros sinais que podem indicar o autismo em uma criança é quando agem como se fossem surdas, não temem perigos reais, mas ficam amedrontados diante de barulhos inofensivos como o choro de um bebê. Eliana Rodrigues Boralli Lopes explica que os autistas apresentam diferentes graus de comprometimento: brando, moderado, grave, severo profundo e os portadores de síndrome de asperger.
Os brandos podem ser alfabetizados, e até mesmo inseridos no mercado de trabalho. Já os graves e severos profundos conseguem apenas uma condição de dignidade, conquistando sua independência nas atividades básicas, como: tomar banho, comer. Em alguns casos é possível até que desenvolvam atividades mecânicas, simples e repetitivas, afirma Eliana Lopes. Nos Estados Unidos, por exemplo, eles dobram caixas de pizzas.
Os aspergers podem chegar até mesmo a uma universidade. Eliana Lopes cita uma asperger famosa: Tample Grandin, doutora em ciências animais que escreve livros sobre autismo. Eles possuem potencialidades para cálculos matemáticos, conceitos espaciais e música.
A assistente social cita quatro características específicas do autista, independente do grau da doença: não tem teoria da mente, não tem formulação de empatia, não tem coerência central, e tem dificuldades com as quatro funções executivas: organizar, criar, controlar impulsos e perceber a passagem de tempo.
Com base nestas dificuldades, Eliana Lopes explica que o autista precisa de estruturação: ele tem que saber tudo o que vai fazer durante o dia necessidade de rotina e de previsibilidade; e como percebe o mundo através de imagens precisa que estas atividades estejam descritas em agendas visuais: cartões, fotos, desenhos.
Em Londrina, segundo Antônia dos Santos Melo, presidente da Associação Londrinense dos Meninos Autistas (Alma), a falta de um serviço especializado levou as famílias de autistas a se unirem e criarem a associação, que se filiou à Auma, de São Paulo.
Por enquanto ela existe apenas no papel. Já tem estatuto, está registrada e tem um escritório que funciona na minha casa, afirma Antônia Melo. Ela explica que a partir de janeiro pretende estar criando uma estrutura física para atender os autistas de Londrina.
Com o seminário, Antônia Melo, afirma que o objetivo é estar formando futuros profissionais para trabalharem na associação de Londrina, que também terá como base o programa desenvolvido por Eliana Lopes, inspirado no programa americano Teacch. (E.P.)





