Famílias que ocupam barracos em pequenas cidades serão transferidas para casas de alvenaria de 31 metros quadrados, com o programa de desfavelamento que envolve prefeituras e Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). O programa beneficia localidades agrícolas, onde as favelas são consequência do êxodo rural.
Em todo o Paraná, serão construídas 2.261 moradias. A primeira etapa prevê 214 casas em sete municípios do Oeste do Estado. Os contratos começaram a ser assinados com as famílias no final da semana, em São José das Palmeiras (15 casas), Mercedes (11), Missal (24), Vera Cruz do Oeste (45), São Miguel do Iguaçu (24), Catanduvas (66) e Diamante do Sul (24 casas). São localidades que têm entre 3,5 mil e 10 mil habitantes, com exceção de São Miguel do Iguaçu, com 23 mil.
Segundo Carmen Lúcia Junqueira de Carvalho, chefe do escritório regional de Cascavel da Cohapar, a transferência das famílias será feita em bloco, para eliminação de focos de favelas. As prefeituras participam do programa com terreno e obras de infra-estrutura básica (ruas e rede de água). As famílias pagarão durante 25 anos prestações médias de R$ 14,00. O mutuário deve comprovar rende mensal de cerca de R$ 120,00.
A assistente social da Cohapar, Etelda Madsen, explica que todas as famílias beneficiadas foram previamente preparadas para a adaptação e uso de novas casas por funcionários do serviço de assistência social da companhia. Uma parceria entre as secretarias estaduais de Habitação e do Trabalho deverá habilitar as famílias para acesso ao mercado de trabalho. Segundo ela, a maior parte dos beneficiados sobrevive hoje do subempregos.
A construção das casas é pelo sistema de autogestão e a primeira de cinco parcelas de R$ 4 mil por família será liberada no início de julho. A estimativa é de que as moradias estejam prontas em novembro. Uma comissão municipal, formada por representantes das prefeituras, órgãos públicos e entidades comunitárias acompanhará a execução do programa.

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