Pequenos empreiteiros cobram dívida do governo
Dimitri do Valle
De Curitiba
A Associação das Pequenas e Médias Construtoras do Paraná está cobrando do governo do Estado uma dívida de R$ 8 milhões. O dinheiro foi empregado em obras de manutenção nas escolas paranaenses no ano passado. O coordenador da associação, Jocinei da Silva Portes, diz que se as conversas com o governo não surtirem efeito, os empreiteiros não descartam a possibilidade de invadir prédios públicos como forma de protesto.
Se a gente sentir uma resistência vamos protestar, avisa Portes. O representante da associação diz que os recursos devidos aos empresários já estão no caixa da Fundepar, autarquia ligada à Secretaria de Estado da Educação. Queremos abrir negociação para pagamento imediato, exige o coordenador. Segundo ele, a relação de empresas com créditos a receber do governo não passa de 50. No entanto, os valores finais e o número de empreiteiras ainda não foi fechado.
Não é a primeira vez que os construtores reclamam de pagamentos atrasados por parte do governo do Estado. Recentemente, empreiteiros que realizaram obras nas escolas através do Proem fizeram vários protestos para receber uma dívida de cerca de R$ 6 milhões. Sobre a situação dos construtores que executaram serviços para a Fundepar, Jocinei Portes diz que o dinheiro é fundamental para a manutenção das empresas. Para os empreiteiros, principalmente o médio e o pequeno, a situação está complicada, pois as empresas, que trabalhavam exclusivamente com obras públicas, não têm capital de giro para se manter, se o pagamento não for efetuado, observa.





