Pequenos descuidos dão chance para os ladrões
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de dezembro de 2004
Jackeline Seglin<br> Reportagem Local 
As festas de fim de ano aumentam o movimento no comércio e as ruas ficam lotadas de pessoas que vãos às compras ou saem para se divertir. Mas também trazem um aumento no número de assaltos e furtos, principalmente no Centro da cidade. No comércio, pessoas com dinheiro, cartões de crédito e cheques circulam pelas lojas. O cenário é propício para os assaltantes.
®MDBO¯
Esta semana, vários delitos foram registrados na 10 Subdivisão Policial®MDNM¯ (SDP)®MDBO¯ de Londrina. Uma das queixas é a do empresário J.C., que foi assaltado na quarta-feira, às 15h40, na Praça da Bandeira, depois de sair de uma agência bancária. Ele conta que um homem armado com um revólver o abordou e fugiu em uma moto com outro rapaz, levando R$ 200,00.
Já na Rua Uruguai, dois homens um deles armado com um pedaço de pau deram voz de assalto e levaram a carteira com documentos e dinheiro de uma pessoa. Em outro caso, na Rua Bahia, uma mulher andava pela rua durante o dia quando foi abordada por um homem em uma moto azul, que puxou e levou sua bolsa com documentos, cartões e cheques.
®MDNM¯
Mas há casos em que a pessoa tem pertences furtados sem sequer notar. O descuido é um fator contribuinte para facilitar a ação dos bandidos. É só andar pelo centro da cidade e observar a displicência das pessoas em relação a objetos particulares. Enquanto se distraem a olhar as mercadorias, esquecem a bolsa de lado, deixam o celular ou a carteira em cima do balcão.
O superintendente da 10 SDP, Francisco de Assis, afirma que com as festas de final de ano aumenta o número de ocorrências e as pessoas devem estar alertas. ''Com os pagamentos de salários e 13º nas empresas, tem mais dinheiro circulando na praça e as pessoas estão suscetíveis ao roubo. Também aumentam os furtos em residências, em parte, por falta de cuidado dos proprietários'', analisa.
Assis frisa que muitos furtos de carteiras acontecem nessa época por causa do grande movimento nas ruas. Para Assis, o ideal é carregar dinheiro no bolso e, quando usar bolsa, carregá-la sempre na frente, com o zíper fechado. ''Cuidado com pessoas que chegam se encostando, elas podem estar levando sua carteira''.
Também é nessa época do ano que os bandidos aplicam golpes, como o ''conto do bilhete'', geralmente perto de estabelecimentos bancários. ''Tem que ficar esperto. Não dá para engolir, mas esses golpes ainda pegam muita gente. Quando a esmola é demais, desconfie. Ninguém sai distribuindo dinheiro por aí'', aconselha.
Quanto aos arrombamentos à residências, ele alerta: ''nem sempre existe o cuidado em colocar um alarme; às vezes a pessoa viaja e nem avisa o vizinho; a porta da casa fica cheia de jornais e correspondências, porque ninguém recolhe. Tudo isso atrai a atenção do bandido''. Para o superintendente, pequenos detalhes surtem bons resultados. ''Colocar um cachorro, contratar uma empresa de vigilância, dar uma volta no quarteirão e checar a presença de pessoas estranhas, deixar os portões fechados'', sugere. ''Tudo o que possa inibir a ação dos bandidos é válido''.


