Pequeno Príncipe em Curitiba completa 100 anos de atenção às crianças
O maior hospital pediátrico do País comemora um século de atendimentos ininterruptos em alta e média complexidade
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
O maior hospital pediátrico do País comemora um século de atendimentos ininterruptos em alta e média complexidade
Micaela Orikasa - Grupo Folha 

São poucas as instituições de saúde que chegam a um século de vida. Essa é uma das razões que tornam o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, bastante especial. E toda essa história merece ser celebrada, pois construir e manter uma jornada fundamentada na atenção global à saúde das crianças, não é tarefa fácil.
Mas o Pequeno Príncipe conseguiu e agora, ao completar 100 anos no sábado (26), revive o passado e vislumbra o futuro. José Álvaro Carneiro, diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, diz que uma das bases que vem se fortalecendo ao longo de todos esses anos é a ciência associada ao espírito inovador.
Ele destaca além da inovação incremental, isto é, dos processos que estão correlacionados à TI (Tecnologia da Informação), a inovação radical. “Estamos nos preparando para terapias gênicas. Já temos um laboratório de genômica, onde fazemos avaliações de altíssima precisão que podem definir terapias genéticas associadas à busca da correção do ‘erro’ genético, da má formação”, ressalta.
Os números do Pequeno Príncipe impressionam. Já foram realizados mais de 305 mil atendimentos ambulatoriais e 21 mil cirurgias anuais, com destaque para as cirurgias cardíacas em bebês de 0 a 29 dias de vida. “Somos referência nacional e continental”, aponta. Cerca de 70% dos atendimentos do Hospital são pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Na área de transplantes, o Hospital também se sobressai. Somente na última década foram realizados mais de 400 transplantes de órgãos. “Somos procurados por crianças de todo o Brasil e algumas regiões da América do Sul porque há muitas localidades que não fazem, por exemplo, transplante de medula óssea entre aparentados e não aparentados. Um procedimento dessa natureza requer uma infraestrutura hospitalar adequada, equipes preparadas não só do ponto de vista médico, mas de todas as áreas de conhecimento e um laboratório fantástico”, diz.
O Pequeno Príncipe também é referência em atendimentos de alta complexidade para crianças indígenas. Toda essa relevância e experiência se deu, segundo Carneiro, pelo fortalecimento da equidade entre os envolvidos desde a fundação do hospital em 1919, resultando em empatia e compaixão.
“Também tem a performance clínica com a obsessão por articular as boas práticas e através delas, alcançar a melhoria contínua. E por fim, as questões administrativas. Todas elas precisam convergir”, pontua.
A diretora executiva da instituição, Ety Cristina Forte Carneiro, reforça o apoio de diferentes setores da sociedade e de toda a equipe. “Se a gente continua é porque toda a sociedade está conosco e porque nossos colaboradores atuam incansavelmente para oferecer o melhor atendimento. Nós conseguimos fechar a conta e temos investindo na modernização da nossa estrutura, na educação continuada das nossas equipes, no aprimoramento dos protocolos e técnicas vigentes e na consolidação de uma cultura de atendimento centrada na segurança do paciente. Com a união de todos, nós vamos continuar garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à saúde, à educação, à cultura, com equidade, para os próximos 100 anos”, afirma.

O Complexo Pequeno Príncipe envolve o hospital, a Faculdade, o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, o Centro de Vacinação e o Centro de Reabilitação.
Em relação à formação profissional já são mais de 1.500 médicos pediatras, anestesistas, ortopedistas e cirurgiões pediátricos de todo o país que complementaram sua formação e especialização em estágios e residências médicas no Hospital. Atualmente, a instituição oferece 32 especialidades médicas e conta com 370 leitos, sendo 68 em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).
HISTÓRIA
A história do Hospital Pequeno Príncipe começou em plena 1ª Guerra Mundial, pela iniciativa de um grupo de mulheres de Curitiba. Elas tinham como objetivo atender a população carente da cidade, especialmente as crianças, com serviços em saúde. Para isso, se uniram a médicos e líderes locais.
Os primeiros pacientes foram atendidos em outubro de 1919, no chamado Dispensário Infantil. Ao longo dos anos, com uma nova estrutura, passou a se chamar Hospital de Crianças, em seguida Hospital de Crianças Dr. Cesar Pernetta e em 1971 foi inaugurado o Hospital Pequeno Príncipe.
PROGRAMAÇÃO
Para comemorar os 100 anos de muito trabalho e conquistas, uma programação especial acontece em Curitiba. Na manhã desta sexta-feira (25), pacientes e colaboradores receberam a visita da Camerata Antiqua de Curitiba, com a regência de Mara Campos. A Camerata mantém uma parceria há mais de uma década com o Hospital, através do programa socioeducativo e cultural “Música pela Vida”, que tem o objetivo de entreter e motivar pacientes, familiares e profissionais.
No sábado (26), atividades culturais e recreativas estão programadas dentro e fora do Hospital. A partir das 11h30, o Setor de Voluntariado realizará oficinas especiais para as crianças e adolescentes internados e seus familiares.
Na Praça Afonso Botelho, a festa organizada em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude, começa às 13h30, com a presença do mascote do Pequeno Príncipe. Até as 17h30, o público terá à disposição brinquedos infláveis, brincadeiras, música, teatro e inúmeros outros momentos de diversão. Além disso, alunos e professores da Faculdades Pequeno Príncipe também levarão orientações de saúde à comunidade.
Durante todo o sábado, mais de 100 estabelecimentos destinarão parte da renda obtida aos trabalhos de assistência e pesquisa da instituição. Para conhecer os participantes, basta acessar o site 100anospequenoprincipe.org.br/paramais100anos.


