Pequeno Príncipe amplia atendimento
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Cláudia Palaci<br> Equipe da Folha 
Curitiba O Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, prevê atender 6 mil crianças e adolescentes a mais, por ano, nas alas de internação. Um espaço de 3,8 mil metros quadrados foi inaugurado ontem para aumentar o número de leitos, locais de convivência e recuperação.
François DAgay, 83 anos, sobrinho de Antoine Saint Exupéry escritor francês, autor do livro O Pequeno Príncipe esteve presente na solenidade de inauguração. Ele disse em visita às instalações que o tio ficaria emocionado em ver como a história dele inspirou o trabalho de um hospital infanto-juvenil.
A nova estrutura conta com quatro pavimentos, sendo dois de apartamentos e um exclusivo para abrigar os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A quantidade de leitos saltou para 390 (contra os 310 atuais) são 62 na UTI (dos quais 30 foram totalmente reformados). No último andar foram instalados dois auditórios, um espaço ecumênico, biblioteca, sala para educação e cultura, setor de psicologia e serviços de apoio.
É a comemoração de uma grande vitória no avanço da qualidade de nosso atendimento. Devemos isso aos nossos colaboradores que mobilizaram uma forte rede de contatos para doações. Empresários de todo o Brasil abriram suas portas para a nossa causa, afirma a diretora de relações institucionais do hospital, Ety Cristina Forte Carneiro. Ela explica que o repasse do Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas 40% dos gastos com atendimento público, não é o suficiente para fechar as contas, muito menos reinvestimentos. O governo do Estado destinou R$ 3,4 milhões para a obra. Para equipar e mobiliar os quatro andares foram captados R$ 8,1 milhões junto a mais de 100 empresas de todo o Brasil e pessoas físicas por meio do repasse do imposto de renda a receber, além de doações diretas.
Há cinco anos, a destinação de imposto de renda é uma importante fonte de captação de recursos do Hospital Pequeno Príncipe. O repasse é viabilizado por meio do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA). Os projetos aprovados pelos Conselhos Municipal e Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente ficam aptos a receber 6% do imposto de renda a pagar de pessoa física que declara pelo formulário completo, e 1% de pessoa jurídica tributada pelo lucro real.
O Hospital Pequeno Príncipe é mantido pela ONG Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro. Anualmente realiza mais de 260 mil atendimentos ambulatoriais e 23 mil internações por ano, das quais 15 mil são cirúrgicas, inclusive de alta complexidade como transplantes. Cerca de 70% da capacidade de atendimento é destinada aos pacientes do SUS.
Com a primeira fase da ampliação em funcionamento, o Hospital já começou a arrecadar fundos para a renovação da infra-estrutura tecnológica e readequar os espaços físicos antigos. O projeto está orçado em R$ 12,4 milhões e já foi aprovado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. A reforma modernizará o Centro Cirúrgico, o Centro de Imagem, o Laboratório, as áreas que demandam tecnologia da informação (como postos de enfermagem e salas de serviço das especialidades) e a administração.


