Pequenas farmácias, engolidas pelas grandes redes, que ampliaram o leque de produtos e serviços para se tornarem verdadeiras lojas de conveniência - algumas até funcionando 24 horas por dia -, decidiram reagir. A idéia é criar uma espécie de cooperativa que una as farmácias independentes, para competir de igual para igual com as grandes redes.
A disputa, que em Curitiba ganha contornos mais competitivos pela presença de grandes redes de farmácias como a Drogamed e a Minerva (recentemente absorvida pela concorrente), promete um round mais equilibrado daqui a seis meses. É este o prazo para que tudo esteja azeitado. ‘‘Até lá, a rede estará constituída, com nome e identidade visual próprias’’, diz um dos idealizadores do projeto, José Pacheco Filho.
Hoje à noite, uma reunião promovida pela Associação Brasileira dos Proprietários de Farmácias (Abraprofar) e pela agência de propaganda Parceria de Comunicação vai dar o pontapé inicial no projeto. ‘‘Concentradas nessa associação, as pequenas farmácias terão condições de negociar com os fornecedores para oferecer maior variedade de produtos e preços mais acessíveis’’, explica Pacheco.
Na reunião, também vão estar presentes os consultores Luis Henrique Bonacella e Pedro Navarro, que já ajudaram a implantar redes de pequenas farmácias em São Paulo.
‘‘Qualquer concorrência é uma ameaça’’, admite Aparecido Camargo, presidente da Associação Brasileira das Redes de Farmácias (Abrafarma), que congrega as grandes farmácias. ‘‘Mas não acredito que uma associação como essa vingue, porque a adiministração com tantos associados é complicada’’, diz.

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