Pequena fábrica de velas da Acesf vai bem e não será extinta
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sábado, 01 de novembro de 1997
Londrina 
Josoé de CarvalhoSetor produtivoO funcionário João do Carmo na fábrica da Acesf: parafina reciclada garante 1.600 velas por mêsEntre as muitas mudanças projetadas pela direção da Acesf através do Contrato de Gestão, pelo menos um setor não sofrerá alterações a curto prazo. É o da fabricação de velas, que funciona desde abril de 1993 no Cemitério Padre Anchieta, no jardim Ideal (zona oeste). Operada por um funcionário contratado através da Frente de Trabalho da Prefeitura, Agnaldo Vicente Cardoso, a minifábrica produz mensalmente cerca de 1.600 velas.
As velas - que suprem o consumo da Acesf, de perto de 1.500 mensais - são fabricadas a partir da reciclagem dos restos de parafina resultantes da queima de velas nos cemitérios municipais da Cidade. O funcionário da Acesf no Padre Anchieta, João Pereira do Carmo, é quem explica o processo de fabricação das velas - feitas em tamanho único com 25 cm de comprimento por 2,5 cm de diâmetro -, que não são vendidas, mas sim utilizadas exclusivamente nos velórios oferecidos pelo serviço municipal.
Os restos de parafina, além de toda a borra recolhida pelos funcionários dos cemitérios, são trazidos para a fábrica. Aqui, o produto passa por uma limpeza e é derretido num latão, sob o calor de um fogão a lenha. Depois, este caldo de parafina vai para outro tambor onde é engrossado e apurado, diz João do Carmo. Ainda quente, a parafina é colocada em uma forma de alumínio - com o barbante que vai servir de pavio, dentro - e levada para uma esteira. Em uma hora, a parafina esfria e endurece. As velas estão prontas. Daí, elas vão para o depósito e são distribuídas para as capelas e cemiterios.
Toda a produção mensal de velas custa cerca de R$ 300,00, aí incluídos os materiais usados e o salário de Agnaldo Cardoso. Esse baixo custo é possível graças à reciclagem das sobras de parafina - uma cera incolor combustível derivada do petróleo - recolhidas pelos cinco cemitérios da Acesf em Londrina. O superintendente da autarquia afirma: A fabriqueta vai bem e deve ser mantida em funcionamento enquanto não der prejuízo. Ela produz todas as velas de que necessitamos, reaproveita um material que iria para o lixo e emprega um operário.
(Osmani Costa)


