Os peões de rodeios estão preocupados com as irregularidades e atividades clandestinas que são realizadas no País. A categoria esteve reunida anteontem em Curitiba, na 1ª Assembléia Geral da Federação Parananese de Rodeios, que discutiu também a profissionalização do peão, que se classifica com uma modalidade esportiva.
Entre as irregularidades que ocorrem em alguns rodeios está a falta de seguro de vida para os peões, que se arriscam nas arenas. Além disso, os 15 participantes reclamaram dos maus tratos com os animais.
Segundo o presidente da Federação, Sinval Silveira Pinto, o Paraná é o primeiro e, por enquanto, único Estado que conseguiu regularizar o rodeio. ‘‘Graças a isso, o peão agora passa a ser atleta’’.
Os rodeios empregam cerca de 20 mil pessoas no Paraná e nesses eventos circulam em torno de 6 milhões de pessoas, que movimentam em torno de R$ 50 milhões ao ano.
A Federação Paranaense de Rodeios é composta por 20 núcleos regionais, que organizam as competições. É também responsável pelo controle, regulamentação e fiscalização do esporte.
A grande ausência do evento foi o secretário estadual de Comunicação, Rafael Greca (PFL). Greca foi quem apresentou, quando era ministro de Esporte e Turismo, a primeira proposta de tornar a atividade em esporte. No entanto, acabou recuando por causa da pressão de entidades ambientalistas e das críticas de artistas, como a cantora Rita Lee.

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