Moradora de Ibiporã, a dona de casa Aldevina do Carmo Melo, 54 anos, aposta na acupuntura para curar as sequelas de um acidente. Ela tem o movimento da mão direita comprometido e sente muitas dores nos cotovelos e braços e sofre com o inchaço nas juntas.
Em apenas três sessões com o acupunturista Jorge Kataoka, no Centro de Especialidades do município, ela sentiu melhora: ''Sempre saio do consultório mais aliviada'', declara a dona de casa, que faz uso contínuo de medicamentos para a dor. ''Cuido do meu padrasto, que quebrou o fêmur, e de um irmão que é doente e acabo fazendo muitos movimentos durante o dia todo, por isso sinto tanta dor'', comenta Aldevina, que confessa ter sentido medo antes de realizar a primeira sessão com as agulhas. ''Pensava que era complicado, mas não é.''
Na mesma sala e ao mesmo tempo em que Aldevina estava sendo atendida, Kataoka espetava agulhas na face do operador de máquinas Antônio Cândido, 49, que sofreu uma paralisia facial. Em sua sétima sessão, ele garante que é a acupuntura que já devolveu, de forma gradativa, 90% dos movimentos à face paralisada.
''Um dia acordei com a boca torta, sem motivo aparente. Até tomei remédio por um tempo, mas hoje já não tomo mais'', diz Cândido, comentando que procurou um acupunturista particular, mas desistiu das sessões devido ao alto custo.
O acupunturista Jorge Kataoka informa que o atendimento no Centro de Especialidades é feito em grupo, para agilizar a fila de espera, já que muitos pacientes não precisam sequer ficar deitados na maca para receber as agulhas. ''É preciso conscientizar o paciente para desmarcar a consulta se não puder comparecer. Às vezes sobra horário, mas não podemos chamar outra pessoa porque a vaga não está liberada.'' (M.G.)

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