Pensar grande, o segredo do Branquelo
Logo no início da conversa com a reportagem da FOLHA, Vanderlei Ferreira já tratou de esclarecer: o apelido vem da infância, quando todos o chamavam de Branquelo. Com tempo virou Kello. Ele já providenciou a papelada para incorporar o apelido ao nome.
Questionado sobre o fato de ser praticamente uma unanimidade em Santa Fé, onde é apontado por todos como o responsável pela transformação da cidade em um pólo de fotografia, ele responde que tudo isso é por causa da idéia de cooperativismo. Nós dividimos o bolo. De acordo com o Ministério da Educação, no próximo ano, cinco milhões de pessoas devem conquistar o diploma no Brasil. Há lugar para todos no mercado de formaturas. Nós, de Santa Fé, nos unimos em vez de brigarmos. Para o futuro, já nem trabalhamos com o mapa do Brasil, mas da América latina.
Outro ponto que ele faz questão de destacar é o investimento em recursos humanos. O grupo 3F, um pool de empresas administradas por ele, mantém uma escola de formação para profissionais de fotografia em Santa Fé. O pessoal da cidade acha estranho o fato dos funcionários da Kello fazerem ginástica laboral e caminharem pelas ruas antes da jornada de trabalho. Pensamos globalmente e agimos localmente. Talvez seja muito para Santa Fé, mas é o que exige o mercado. Tenho 200 funcionários diretos e ninguém ganha salário mínimo. Cuidamos bem de verdade do pessoal, ressalta. (W.S.)





