Pensar em primeiro lugar no outro
''O trânsito é um exercício de paciência e a gentileza de cada motorista e dos pedestres é uma questão de educação e bagagem cultural''. A afirmação é da psicóloga e professora de Etiqueta Elizabeth Côrtes. Ela diz que a pessoa deve pensar em primeiro lugar no outro e não em si mesmo.
Elizabeth destaca que a etiqueta no trânsito não é exigida quando se obtém a carteira de habilitação, mas é valorizada em cursos de reciclagem aos quais os motoristas que ultrapassam certo número de pontos por infrações são obrigados a assistir no Detran.
Para a psicóloga a etiqueta no trânsito precisa ser ensinada na escola e pelos pais. ''Eu não vejo ações como aquelas que incentivam os filhos a 'multarem' seus pais eficazes, pois deve ser o contrário. Muitas vezes vejo pais cometendo abusos com seus filhos dentro do carro, e isso não pode acontecer'', observa.
Elizabeth conta que, geralmente, quanto maior o carro o motorista se sente mais poderoso, e acaba passando por cima da lei. Ela também destaca que pessoas que possuem carros muito velhos também não se importam muito em cumprir a legislação. ''Parece que quanto mais velho o carro a pessoa não está nem aí para o trânsito'', observa.
''Dirigir deveria ser um prazer e não uma preocupação. Ele jamais deveria provocar medo nas pessoas'', analisa . Em comparação com o trânsito de outros países ela diz que no Brasil, sem generalizar, muitas pessoas não respeitam as leis porque não existe punição e ela precisa acontecer para que as pessoas entendam o que não se pode fazer. (V.O.)





