A unidade de apoio do Instituto do Câncer de Londrina (ICL), que funciona há 13 anos como uma pensão social, atendeu cerca de 600 pacientes no primeiro semestre do ano passado. Com 36 leitos, a unidade registrou 3.264 diárias nesse período, sendo 1.673 femininas e 1.591 masculinas. Como o próprio nome sugere, a pensão social serve para os pacientes mais carentes do hospital. Levantamentos do ICL mostram que em média 10 mil novos pacientes dão entrada para consultas e tratamento no hospital ao ano. A maioria é carente e de outras cidades. De janeiro a julho de 96, passaram 51.364 pessoas pelo ICL.
Devido ao reduzido número de vagas da unidade de apoio, os pacientes passam por triagem sócio-econômica. Além da carência financeira, têm preferência os pacientes que não têm parentes na Cidade, moram a uma distância mínima de 150 quilômetros de Londrina e apresentam casos mais graves. ‘‘Atendemos aquelas pessoas sem condições’’, diz Ana Filomena Gaeta, assistente social do ICL.
Uma outra condição para ficar na unidade de apoio, de acordo com Ana Filomena, é a independência do paciente. Ela explica que o paciente tem que comer, tomar banho e se dirigir ao tratamento sozinho, além de respeitar horários. No caso de crianças, a pensão social recebe também um acompanhante. Quatro funcionários são responsáveis pela manutenção e higiene da unidade.
A pensão social dá abrigo de segunda a sexta-feira, permanecendo fechada nos finais de semana. Aos sábados e domingos, os pensionistas retornam para suas cidades ou usam as pensões particulares nos arredores do hospital. Em alguns casos, segundo Ana Filomena, a estadia particular é paga pela prefeitura da cidade do paciente.
(Edmara Michetti)

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