Da Sucursal
Os servidores do sistema penitenciário do Paraná decidiram ontem em assembléia geral encerrar a greve iniciada à zero hora de quinta-feira. Os funcionários reivindicam plano de carreira com ascensão funcional, aumento e manutenção da gratificação para os aposentados, reposição salarial de 68% e adicional de insalubridade.
O secretário da Justiça, Edson Vidal, propôs-se a negociar com os funcionários somente se voltassem ao trabalho. Segunda-feira, às 16 horas, está marcada uma reunião entre o secretário e representantes do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná (Sinssp).
Segundo o sindicato, a adesão à greve foi de 60% em Curitiba, Piraquara e Londrina. Dos 1,8 mil funcionários dos presídios dos três municípios, cerca de 720 trabalharam para garantir o serviço básico. A continuidade da greve colocaria em risco a segurança nos presídios, principalmente no amanhã, que é dia de visita. ‘‘O risco de rebelião aumentaria, já que apenas 40% dos servidores estariam cuidando dos presos’’, afirma o presidente do Sinssp, Ismael Meira. Aos domingos, o Presídio do Ahú, em Curitiba, recebe cerca de 700 visitantes, das 7 às 16 horas.

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