O 1º Encontro Nacional dos Profissionais da Área de Vigilânia e Custódia do Sistema Penitenciário, que começou na segunda-feira em Curitiba, ontem teve debates e discussões acaloradas entre agentes penitenciários, funcionários e autoridades do complexo penitenciário.
Com um sistema que conta com 230 mil detentos e prisões com capacidade para apenas 165 mil vagas, os agentes penitenciários se mostraram preocupados em chegar a um modelo de atendimento que possa conter o atual clima de rebeliões instalado em praticamente todos os presídios do País.
Para o representante do Departamento de Penitenciárias do Ministério da Justiça, Angelo Roncalli de Ramos Barros, a saída para o caos atual do sistema envolve uma série de medidas. O primeiro passo seria reformular o modelo atual, acabando com os complexos penitenciários gigantes e construindo prisões pequenas, com segurança máxima e capacidade para até 500 presos.
Outra medida envolve a recuperação dos detentos, com a oferta de bibiotecas, salas de aula e empregos nos presídios. O terceiro passo, segundo ele, seria capacitar não só agentes, mas todo funcionalismo das penitenciárias.

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