A empresa de sistemas de segurança Metronic anunciou ontem a instalação de antenas que impedem o uso de telefones celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. O pedido foi feito pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), no início de janeiro, antes da grande rebelião no Estado de São Paulo, no dia 18 de fevereiro, que mobilizou 28 prisões e foi coordenada através de telefones móveis. ‘‘Mesmo antes disso, o Paraná sentia que havia uma vulnerabilidade no sistema em relação a celulares’’, revelou o coordenador-geral da Depen, Pedro Marcondes.
De acordo com o gerente de tecnologia da empresa, Carlos André Barbosa de Almeida, o sistema deve ser instalado em 90 dias. As antenas vão atuar por meio de uma tecnologia de radiointerferência que vão cortar o sinal dos aparelhos celulares das bandas A e B na PCE e em uma área de 100 metros nas laterais da penitenciária. Serão oito antenas ligadas a um equipamento gerenciador que vai distribuir as frequências. A Metronic não quis divulgar muitos detalhes para não prejudicar a execução do projeto.
Por enquanto, o Depen não tem planos de estender o projeto para outros locais. Marcondes afirmou que as penitenciárias de Londrina, Maringá e Guarapuava foram construídos dentro de uma estrutura que impede a entrada de celulares. ‘‘Nesses lugares nunca tivemos incidente algum com aparelhos’’, revelou. ‘‘Mas há as unidades que são vulneráveis, como a PCE e a PPC (Prisão Provisória de Curitiba)’’, acrescentou.
O equipamento é de origem israelense e inicialmente projetado para operações militares de combate a milícias. O Depen vai investir cerca de R$ 30 mil no sistema.
A PCE também já tem um novo circuito fechado de TV e a Depen está estudando a implantação de um equipamento chamado de pânico silencioso para agentes penitenciários.

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