Penitenciária pode gerar negócios
Além da geração de 100 empregos diretos e do resgate da dignidade das pessoas presas, a Penitenciária Industrial de Cascavel, que será inaugurada até julho próximo, também abre oportunidade de bons negócios para empresários de Cascavel. O raciocínio é do secretário de Segurança Pública do Estado, José Tavares, em visita realizada, ontem, as futuras instalações do presídio.
Tavares reuniu-se com autoridades e empresários para expor detalhes do funcionamento e convocar empresários para firmar parceria com o Governo do Estado. A exemplo de Guarapuava, a unidade de Cascavel incorpora conceitos inéditos no sistema penitenciário brasileiro. Eles incluem a contratação de uma empresa administradora através de concorrência pública, que será a co-gestora da estrutura. Também prevê a instalação de uma indústria na penitenciária.
Dos 240 internos da futura penitenciária, 190 poderão ser treinados e preparados para prestar serviços à unidade industrial que funcionará no interior do prédio. A remuneração resume-se, segundo o Secretário, ao pagamento de um salário mínimo e ao ressarcimento da energia efetivamente consumida no processo. A vantagem é que não existe qualquer tipo de vínculo trabalhista com os presos, explica.
Segundo o secretário José Tavares, a idéia inicial é que uma ou no máximo duas empresas venham a ocupar o espaço, atuando preferencialmente em setores como o de confecções ou móveis. Em Guarapuava, uma empresa de móveis se instalou há cerca de um ano e tem obtido resultados muito satisfatórios, disse.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), Álvaro Largura, prometeu mobilizar todos os recursos disponíveis para viabilizar a parceria. Os interessados devem contatar a Acic ou a Secretaria de Indústria e Comércio de Cascavel.





