Curitiba A nova Penitenciária Estadual de Ponta Grossa, finalizada há cerca de seis meses, será ativada hoje, quando 90 presos serão transferidos da Cadeia Hildebrando de Souza. A nova penitenciária de segurança máxima terá capacidade para 432 presos e deve comportar quatro presos por cela.
Segundo o coordenador-geral do Departamento Penintenciário (Depen), coronel Justino de Sampaio Filho, será disponibilizada, a princípio, apenas uma galeria para a transferência de presos (144 vagas), pois a penitenciária conta apenas com 45 funcionários. ''A transferência de detentos de outros municípios, por exemplo, ainda deve ser estudada, pois a lei assegura que os presos devem estar próximos aos seus familiares'', explicou.
Segundo o diretor da cadeia, Mário Luiz Machado, o novo presídio deve contar com um sistema de monitoramento de câmeras que terá cobertura em toda a penitenciária. Os funcionários e visitas não terão mais contato com os presos, pois o novo sistema conta com aparelhos viva voz para a comunicação entre eles. Assim, a entrada de armas, drogas e aparelhos celulares, por meio das visitas, podem ser evitadas.
A cadeia tem capacidade para 112 presos, mas está com 250 internos. Com a superlotação, alguns presos são acomodados nos corredores. ''As condições são desumanas. Os presos não têm refeitório e comem dentro das celas com recipientes de plástico, que acabam derretendo e queimando as mãos deles'', contou Machado.
Segundo ele, cerca de 30 presos que cumprem pena em regime semi-aberto ainda devem ser transferidos para a Colônia Penal Agrícola. ''O grande agravante é que a cadeia é feita para prisões temporárias. O problema é que, por não existirem vagas nos presídios, eles acabam ficando e superlotando um sistema não adequado para o cumprimento de pena.''

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