O Ministério Público vai pedir a anulação do segundo julgamento do empresário Orley Arlindo Dorigo, 34 anos, condenado a 19 anos de prisão em regime fechado, anteontem, no 2º Tribunal do Júri, em Curitiba. A promotoria considerou leve a pena. Já os advogados de defesa, Rachid Piloto e Jorge Piloto Netto, consideraram o resultado uma vitória, já que a autoria do crime era evidente.
Por seis votos a um, Dorigo foi condenado a 12 anos de prisão por ter matado em 10 de julho de 1990 o também empresário Walter Carrara Cunha, 64 an os, e a mais dois anos pela tentativa de assassinato da dançarina de boate Rosângela Aparecida, 20 anos. Dorigo já havia sido condenado, em outubro de 1996, a cinco anos de prisão, por lesões corporais seguida de morte da secretária do empresário, Elisabeth Irene Serrato, 32 anos.
Os crimes aconteceram depois de um desentendimento na saída do motel Le Piege, na Região Metropolitana de Curitiba, onde Dorigo estava com a mulher, Tânia. Carrara estava com a secretária e a dançarina. Uma delas se irritou pela demora de Dorigo em pagar a conta. No caminho de volta à cidade, houve provocações que resultaram em tiros.
Segundo o advogado Jorge Piloto Netto, Dorigo poderá ser tranferido para regime semi-aberto em julho de 99. ‘‘Ele está preso há quase três anos e trabalha na prisão. Isso ajuda na remissão da pena’’, diz.(A.R.)

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