Amaury Cosiaki/SMCSA creche comunitária Menino de Nazaré, no Portão, é resultado do convênio que prevê o cumprimento de penas criminais sob a forma de contribuição social e que já resultou em quase R$ 30 mil, permitindo a construção de 31 crechesUm grupo de funcionários da Justiça Federal do Paraná que faz curso sobre execução de penas visitou ontem a creche comunitária Menino de Nazaré, no Portão. A visita foi coordenada pelo juiz federal João Pedro Gebran Neto, da 1ª Vara Criminal, com o objetivo de divulgar os resultados do convênio que prevê o cumprimento de penas criminais sob a forma de contribuição social, pela qual os apenados fazem doações em dinheiro para instituições. ‘‘É importante que os funcionários vejam, na prática, o resultado do seu trabalho para a comunidade’’, afirmou o juiz.
Atualmente, 96 apenados contribuem com dinheiro para instituições sociais em vez de cumprir pena na prisão. Os delitos se concentram nas áreas de trânsito e lesões corporais. São infrações leves, cuja pena não pode ultrapassar um ano de reclusão. Cabe ao Sistema Judiciário determinar quem pode cumprir a pena de forma alternativa.
Desde sua instituição, em agosto do ano passado, o convênio já resultou em uma contribuição de quase R$ 30 mil. As pessoas pagam carnês mensais que garantem a construção de creches comunitárias em terrenos doados pela prefeitura. O Vale-Creche existe já garantiu a construção de 31 creches.
A creche visitada tem capacidade para 130 crianças. O Instituto Pró-Cidadania, entidade não governamental de ação social, é beneficiado há mais de um ano pelo convênio.
Para a vice-presidente do Instituto, Luci Watanabe, esta foi mais uma oportunidade para mostrar os resultados do convênio. Ela acredita que, depois da visita, poderá aumentar o número de pessoas encaminhadas pela Justiça para a contribuição social. Para Gebran, o sistema traz vantagens para a sociedade e para a própria finalidade da Justiça. ‘‘Além da contribuição social do próprio trabalho, a prestação de serviço é muito eficaz na reeducação dos infratores’’, afirma. Foi dele a iniciativa de levar os 24 funcionários da Justiça em Curitiba, Cascavel, Umuarama, Londrina, Maringá, Guarapuava e Foz do Iguaçu para conhecer a creche.

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