Pen Clube busca novos associados
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domingo, 17 de dezembro de 2006
Wilhan Santin<br> Reportagem Local 
Quem consegue passar um dia inteiro sem utilizar uma caneta? Elas preenchem cheques, assinam contratos, anotam recados, escrevem bilhetes. Simples ou sofisticadas, as canetas são objetos de muita utilidade, mesmo em tempos de computadores e telefones celulares.
A história registra que egípcios e gregos já utilizavam galhos quebrados e ossos pontudos para escrever desde 300 a.C. A partir do Século 6, as penas de gansos eram apontadas e utilizadas como canetas. As canetas-tinteiro foram inventadas em 1832 e as esferográficas surgiram na primeira metade do Século 20.
Presentes em boa parte da história da humanidade, as canetas assinaram tratados entre países, leis, acordos de paz. Com a intenção de trocar informações, um grupo de seis ''caneteiros'' de Londrina fundou um clube de admiradores e colecionadores, o Pen Club Londrinense.
O clube já conta com 10 sócios, tem um acervo de mais de 500 canetas de várias épocas e procura mais interessados pelo assunto para aumentar o quadro de associados.
''Qualquer pessoa que goste e se interesse verdadeiramente por canetas é bem-vinda, independentemente do número de peças que tiver em sua coleção particular'', explica o comerciante Nivaldo Barone, presidente do Pen Clube.
A primeira meta do Pen Club Londrinense é reunir mais adeptos para realizar, no início de de 2007, um Pen Show, ou seja, uma exposição das peças dos associados do clube. ''A grande alegria de um colecionador é expor as suas canetas. Um dos motivos da criação do clube é facilitar a organização do evento'', explicou o presidente.
Ele acredita que em Londrina e região existam muitas pessoas que também são apaixonadas por canetas-tinteiro e não encontram um espaço para compartilhar idéias sobre o assunto. ''Agora que fundamos oficialmente o clube e vamos começar a divulgação, tenho certeza de que encontraremos muitos amigos e novos adeptos. Quem quiser pesquisar ou colecionar também pode nos procurar'', destacou.
Barone começou a colecionar canetas há mais de 20 anos, quando ganhou uma Parker 51 de seu pai. ''Meu pai era operário e economizou dois meses de ordenado para comprar aquela caneta. Converso com colecionadores do Brasil inteiro e muitos relatam que iniciaram a coleção ganhando uma caneta do pai'', comentou.
O escritório do comerciante remete a um cenário de filme dos anos 20, com canetas-tinteiro e frascos de tinta sobre as mesas. O carinho com que ele trata cada peça pode impressionar quem está acostumado a lidar com pouco zelo essas ''amigas''. Fã desse tipo de caneta, ele não empresta a que leva sempre no bolso, uma Parker fabricada em 1934, nem para quem deseja apenas anotar um recado.
''Carrego sempre uma esferográfica para emprestar a quem pede. A caneta é um objeto de uso pessoal, cada uma adapta-se ao seu dono, elas moldam-se à mão de quem escreve'', explica.
Para quem tiver interesse trocar as esferográficas por uma tinteiro, ele garante que o custo não é tão elevado. É possível encontrar boas canetas a partir de R$ 30,00, e um frasco de tinta com 30 ml custa R$ 20,00. Barone garante que o prazer de escrever com uma tinteiro compensa o gasto com as trocas de tinta.


