PEM de Maringá liberta 16 presos
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sábado, 13 de dezembro de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Ossamu KandaBeneficiado Cícero ao lado de Ruth, da Igreja Adventista do 7º Dia, Rubens, Nélson e AdelsonA Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) libertou ontem 16 detentos, a maioria condenada por furtos e roubos, tráfico de drogas e estelionato. Nove deles moram na região de Maringá. Os outros sete viajaram para suas cidades de origem. Nos 10 primeiros dias dos meses que ainda restam para completar as penas, eles deverão se apresentar aos juízes das Varas de Execuções Penais das cidades onde vão morar.
Com sapatos engraxados, tênis novos, roupas limpas e bem passadas, os 16 beneficiados pelo decreto de indulto ouviram com atenção as palavras do diretor da PEM, Antônio Tadeu Rodrigues. Esperamos que a libertação de vocês sirva de exemplo aos companheiros que aqui ficam. Espero que vocês usem lá fora tudo o que aprenderam aqui.
O Conselho Penitenciário, presidido pelo procurador Francisco de Assis, coordenou os exames médicos clínicos e psicológicos em cada um dos beneficiados. A decisão final coube ao juiz da Vara de Execuções Penais de Maringá, Nabor Nishikawa.
O juiz deu a cada libertado o prazo de 30 dias para que arrumam emprego. Eles deverão se recolher antes das 22 horas às suas casas enquanto tiverem que se apresentar ao juiz e não poderão frequentar bares, botecos e boates. Os que não quiserem ou não puderem se apresentar ao juiz, deverão participar do programa Pró-Egresso da Uem, prestando serviços à comunidade. Todos os beneficiados pelo indulto participaram de cursos de 1º e 2º graus mantidos pela PEM, e de cursos promovidos pelo Senai e Senar.
Foi a mais longa noite da minha vida. Passei dois anos, quatro meses e 14 dias aqui dentro. Aprendi muita coisa. Vou voltar à minha velha profissão de mestre de obras, com novos conhecimentos, disse Cícero Martins Gomes, 43 anos, três filhos, condenado a três anos e meio de reclusão por tráfico de drogas. Ele é de Campo Grande.
Cícero e seu colega de cela, Rubens Rodrigues Alves, 37 anos, condenado por assalto, se converteram à Igreja Adventista do 7º Dia, convencidos pela funcionária do gabinete do prefeito de Maringá, Ruth Tesche, 45 anos, que há dois anos ajuda com roupas, remédios e conselhos os detentos de Maringá. Rubens, por não ter onde morar, vai ficar em sua casa até arrumar emprego.
Ruth também ajudou Adélson Serafim, 23 anos, condenado por assalto a residência. Seu irmão Nélson Serafim foi buscá-lo na porta da penitenciária para levá-lo de volta a Engenheiro Beltrão, cidade onde moram.


