Pelotão animal contra o crime
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Michelle Aligleri<br>Reportagem local 
Os cães Jedi, Thor, Kiara e Frida têm apenas seis meses e uma grande responsabilidade: eles farão parte da equipe da Patrulha de Choque do 5º Batalhão da Polícia Militar, em Londrina. Os animais estão sendo adestrados para trabalhar com os policiais em diversas situações de risco.
A raça pastor belga de malinois não foi escolhida por acaso, possui características importantes para o trabalho policial como leveza, agilidade, força, além da obediência, desenvolvida durante o treinamento. ''A ideia é que eles substituam os animais que forem se aposentando. É uma raça versátil. Pode ser usada tanto para faro como para patrulha'', disse o capitão Paulo Siloto.
Os cães são tratados com respeito e responsabilidade de um policial, e depois de oito a dez anos de trabalho têm direito ao descanso. São entregues a famílias que tenham condições de cuidar deles.
Ao adentrar no canil, chamam atenção os latidos e os dentes à mostra. Após dada a ordem, o temperamento dos animais muda e eles ficam calmos a ponto de receberem carinho dos visitantes. ''O resultado da atuação dos cães é muito positivo. Considero um trabalho em equipe, em que o policial aprendeu a respeitar as habilidades do cão e o animal sabe que deve ter atenção e confiança naquele que dá as ordens'', afirmou Siloto.
Além dos quatro caçulas, a matilha conta com Max, Pandora e Fire, da raça pastor alemão, e Zeus, um rottweiller, estes são cães de patrulha. Busca de drogas fica por conta das labradoras Preta e Dafne.
O cabo Reginaldo Cruz, um dos responsáveis pelo canil, explicou que o adestramento começa aos três meses de idade. Ao contrário do que muita gente pensa, os cães que buscam drogas não são viciados no produto. ''Colocamos uma mistura de todas as drogas dentro do brinquedo, mas eles não têm nenhum contato, a não ser pelo faro.''
O olfato do cão é tão desenvolvido que permite que ele diferencie o odor das várias drogas. Para fazer a busca, o policial pega o brinquedo e chama o animal. ''Para as cadelas é tudo brincadeira, na verdade elas estão procurando pelo brinquedo,'' declarou. Depois de um ano de adestramento o animal começa a participar das operações.
Os cães de patrulha são treinados para imobilizar o criminoso. Neste caso é incentivada a agressividade para que ele atinja braços e pernas. ''É uma forma não letal de atuação. Por mais que provoque uma lesão, em algumas situações é preferível dar ordem de ataque ao animal do que atirar.''
Segundo o capitão Siloto os cães são fundamentais para a equipe. Um grupo de policiais levaria muito tempo para encontrar uma trouxinha de drogas escondida em um terreno amplo, serviço que Preta executou em 5 minutos. Além disso, um cão de patrulha consegue conter - sozinho - até 20 pessoas. ''Para conter este mesmo número de pessoas precisaria de pelo menos seis policiais.''


