Pelo direito de estudar
É difícil acreditar que em pleno século 21 existam ainda locais em que pessoas são impedidas de estudar por motivos religiosos. Pois desde a Revolução Islâmica em 1979, os seguidores da Fé Baháí vêm sendo sistematicamente privados do acesso à educação. Para denunciar essa perseguição, o jornalista e cineasta iraniano Maziar Bahari, que foi preso em seu país em 2009 (sem acusações) por 118 dias, encabeçou a campanha "Education is not a crime", lançada em Nova York (EUA). No Brasil, a campanha está presente desde setembro do ano passado em várias cidades, como Salvador (BA), Brasília (DF), Americana (SP) e Londrina.
O mural local foi pintado por Tadeu Roberto de Lima Júnior, o Carão Capstyle, e fica próximo da rotatória da Avenida Maringá, na zona oeste. O desenho exibe um estudante em uma carteira escolar, acompanhada pelo slogan da campanha "Educação não é crime" e pela hashtag #paintthechange
A comerciante Faezeh Behrouzi, de 62 anos, é membro da Comunidade Baháí e mora em Londrina há mais de 40 anos. Segundo ela, os fiéis da Baháí possuem como um dos princípios a igualdade de direitos entre os homens e as mulheres e isso, por si só, é uma afronta ao governo teocrático islâmico praticado no Irã. Ela explicou ainda que a perseguição acontece pelo fato de os praticantes da fé sempre valorizarem a educação como forma de evolução.
Minoria religiosa não muçulmana do Irã, fundada na antiga Pérsia
Uma das ações da campanha para divulgar a violência contra os Baháí
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





