Rio - O Dia das Crianças passou, mas os cuidados com a saúde dos pequenos não podem parar. A dermatologista Fernanda Aguiar Vilela destaca que os pais devem ter muita atenção para garantir a proteção necessária para a pele dos filhos, sobretudo quando o assunto é exposição ao sol.
Chefe do ambulatório de Dermatologia do Hospital Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro, Fernanda Vilela explica que o excesso de sol pode causar problemas agudos ou crônicos na pele, acarretar queimaduras solares, envelhecimento precoce da pele, manchas, xerodermia solar (secura na pele), piora ou desencadeamento de doenças preexistentes, câncer de pele, dentre outras doenças.
Para prevenir, os pais devem evitar que as crianças fiquem expostas ao sol por tempo prolongado, principalmente entre 10 e 16 horas, quando a incidência dos raios solares está mais forte.
A médica recomenda o "uso adequado de filtro solar com proteção contra UVA e UVB para crianças acima de 6 meses de idade". "Em relação aos bebês de até 6 meses de idade, se deve evitar a exposição direta ao sol". Além disso, o filtro solar deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar, em dupla camada, e reaplicado, no mínimo, a cada duas horas e após natação ou sudorese.
Além disso, Fernanda Vilela ressalta a importância de sempre oferecer líquidos, de preferência água, às crianças, para evitar a desidratação. A criançada também deve usar chapéus e ficar embaixo de barracas de praia, preferencialmente feitas de algodão ou lona.
"Não deixe que crianças tenham contato com animais aquáticos, como caravela ou água-viva, ouriço do mar, alguns peixes, arraias, que podem provocar acidentes. Esses acidentes podem levar a alterações cutâneas e, até mesmo, sistêmicas. Por isso, no caso destes acidentes, se deve procurar atendimento médico imediatamente", complementa Fernanda.

Depois do sol
Após o banho, deve-se secar bem e delicadamente a pele da criança, principalmente entre os dedos e nas virilhas, com o intuito de evitar micoses. E ao chegar em casa, é recomendado o uso de hidratante próprio para o tipo de pele de cada criança, hipoalergênico e aprovado para ser usado em menores de idade. Para a dermatologista, "a fotoeducação das crianças é essencial para a formação de um adulto consciente da importância da fotoproteção". "E sempre, em caso de dúvidas, um dermatologista deverá sempre ser consultado", conclui Fernanda Vilela.

Imagem ilustrativa da imagem Pele das crianças exige atenção especial
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