Curitiba

Marcelo AlmeidaFontana: celulose bacteriana, também conhecida como pele artificial, é utilizada para tratar queimaduras e ferimentosO cientista José Domingos Fontana recebeu ontem o 11º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, pelo trabalho realizado durante os últimos anos sobre o aperfeiçoamento da pele artificial humana. O prêmio foi entregue no Palácio Iguaçu pelo governador Jaime Lerner e pelo secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alexandre Beltrão.
Fontana atua há 26 anos como professor e pesquisador no Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele participou dos estudos realizados pela universidade em parceria com a empresa BioFill sobre a celulose bacteriana, também conhecida como pele artificial.
O trabalho foi realizado durante cinco anos (entre 1989 e 1993). O produto é comercializado em farmácias e utilizado no tratamento de queimaduras e ferimentos.
Atualmente, o cientista trabalha no aperfeiçoamento do produto, para minimizar as sequelas deixadas por cicatrizes. Os protótipos devem ser desenvolvidos em um ano.
José Domingos Fontana também coordena uma pesquisa sobre a utilização de sementes de graviola e araticum no tratamento de tumores cancerígenos. Os medicamentos estão sendo testados em animais e são desenvolvidos a partir de ácidos graxos contidos nas sementes.
Outro trabalho que tem a orientação do cientista trata da adoção de caroteno - utilizado no combate ao envelhecimento da pele - na dieta de peixes e aves criados em cativeiro. A idéia é deixar a carne mais pigmentada e colorida, sem alterações no sabor e com nutrientes benéficos à saúde.

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