Fer­ra­men­ta in­dis­pen­sá­vel nas ­mais di­fe­ren­tes ­áreas do co­nhe­ci­men­to, a in­ter­net tem per­mi­ti­do a pro­fis­sio­nais de saú­de e pa­cien­tes aces­sar re­pe­ti­da­men­te in­for­ma­ções mé­di­cas em vo­lu­me sem pre­ce­den­tes. Só que nem tu­do o que es­tá na re­de é con­fiá­vel e, de­pen­den­do da in­for­ma­ção, po­de in­ci­tar te­mo­res in­fun­da­dos.
  Acos­tu­ma­do a res­pon­der as dú­vi­das dos ­pais, o pe­dia­tra e di­re­tor do Con­se­lho Re­gio­nal de Me­di­ci­na (CRM), Ál­va­ro ­Luiz de Oli­vei­ra, afir­ma que mui­tos, ­além de bus­ca­rem a in­for­ma­ção em si­tes não con­fiá­veis, têm a ten­dên­cia de pes­qui­sar doen­ças gra­ves. ‘‘Nos úl­ti­mos tem­pos os ­pais têm tra­zi­do in­for­ma­ções ab­sur­das da in­ter­net so­bre a Gri­pe A, pre­ju­di­can­do, in­clu­si­ve, a va­ci­na­ção das ­crianças’’, exem­pli­fi­ca.
  O neu­ro­ci­rur­gião Pe­dro Gar­cia Lo­pes ob­ser­va que ­após a pri­mei­ra con­sul­ta o pa­cien­te já re­tor­na to­tal­men­te ‘­internauta’. ‘‘O pro­ble­ma é que a maio­ria bus­ca as in­for­ma­ções em si­tes po­pu­la­res, com apre­sen­ta­ções nem sem­pre fi­de­dig­nas. No en­tan­to, con­si­de­ro que o uso da in­ter­net ­mais aju­da do que atra­pa­lha, ­pois o mé­di­co vê-se obri­ga­do a se atua­li­zar ca­da vez ­mais’’, ar­gu­men­ta.
  Em­bo­ra não exis­ta no ­País uma re­gu­la­men­ta­ção es­pe­cí­fi­ca so­bre o te­ma, o Có­di­go de Éti­ca Mé­di­ca ve­ta a pres­cri­ção de tra­ta­men­to ou ou­tros pro­ce­di­men­tos sem exa­me di­re­to, sal­vo em ca­sos de ur­gên­cia e im­pos­si­bi­li­da­de com­pro­va­da de rea­li­zá-lo.

● Pesquisas recentes apontam que 1,73 bilhão de pessoas tenham acesso à internet, o que representa 25,6% da população mundial; no Brasil 67,5 milhões de brasileiros têm acesso à rede


● Profissional especializado no tratamento de doenças do sistema nervoso central e periférico passíveis de abordagem cirúrgica

mockup