O Instituto de Criminalística do Paraná revelou ontem o nome do culpado pelo estupro de Érika Jesuíno, 20 anos, portadora de deficiência física e mental. O estupro ocorreu no ínicio do ano, em Praia de Leste, no Pontal do Paraná. Érika ficou grávida.
O caso foi solucionado a partir de um exame de DNA feito em convênio com o Laboratório Frischmann Aisengart.Frischmann Aisengart. Este é primeiro teste feito para resolver um caso de estupro no Estado. A probabilidade de paternidade é de 99,9999%.
O teste aponta que o culpado é o funcionário público Domingues Mesquita Neto, 59 anos, casado e pai de seis filhos. Neto está preso desde sábado na Delegacia de Praia de Leste e pode pegar, no mínimo, nove anos de prisão. A decisão judicial deve sair até a metade de janeiro.
Neto, que não tem antecedentes, confessou ter mantido relações sexuais com Érika por cinco ou seis vezes. Antes do exame, o principal suspeito era o pai de Érika, Alcides de Oliveira, 54 anos, que já havia sido indiciado por outro caso de estupro.
Exame - A coleta de sangue de Érika e dos dois suspeitos foi feita em maio. O sangue da criança (uma menina) foi coletado em novembro, cerca de 20 dias depois de seu nascimento. Segundo o delegado de Pontal do Paraná, Altair Ferreira, o exame foi feito porque Érika não teve condições de fazer o reconhecimento do culpado. ‘‘Ela entrou em estado de choque.’’
O Instituto de Criminalística do Paraná já tem outros três exames prontos, que devem ser divulgados em fevereiro. Um deles é sobre troca de crianças. Além disso, segundo o perito criminal Renato Dall’Stella, há outros 20 casos que esperam pelo exame.Mauro FrassonMembros do Instituto de Criminalística recebem laudo do laboratórioAnna Camanducaia

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