O presidente da Comissão de Segurança da Câmara, vereador Salvador Francisco (PSDB), assegurou ontem que o projeto de doação de um terreno no jardim Acapulco (zona sul) ao Estado para expansão da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) entra hoje na pauta de votação, em regime de urgência. Ele afirmou já ter conversado com os vereadores ontem e a maioria está de acordo com a doação. Uma comissão da Associação de Moradores dos Jardins Acapulco e Del Rey esteve na Câmara e tentou sensibilizar os vereadores para que não permitissem a doação.
O projeto, segundo o vereador, estipula a doação de 6 mil metros quadrados do terreno aos fundos do Terminal Acapulco, ao lado da PEL, para a construção dos barracões de ofício para empregar os presos da Penitenciária. Em troca, o Governo do Estado liberaria o terreno do outro lado da PEL, no jardim Del Rey, para a construção da Prisão Provisória. O terreno já está murado e com guaritas, o que aceleraria as obras da Prisão Provisória.
O presidente da associação de moradores, Paulo Roberto Machado, acabou admitindo a construção da Prisão Provisória ‘‘caso não haja outra saída’’. Os moradores temem que a Prisão Provisória acabe funcionando como Cadeia Pública e as obras previstas para o terreno na saída para o distrito de Maravilha (zona sul) fiquem só na discussão.
Salvador Francisco garante que isso não acontecerá. ‘‘A Secretaria Estadual de Segurança já assumiu o compromisso da construção da Cadeia e o terreno já foi doado’’, justifica. ‘‘Temos que pensar numa cidade de 500 mil habitantes e precisamos resolver esse problema urgente da segurança. A Prisão Provisória é a saída pela rapidez da obra, cerca de 90 dias.’’
Para Salvador Francisco, a Prisão Provisória funcionaria entre seis meses e um ano até que a Cadeia fique pronta. Depois o prédio seria usado como centro de triagem da PEL.
Pressão dos próprios moradores impediu que o terreno em questão, aos fundos do Terminal Acapulco, sediasse a Cadeia Pública. Eles queriam um espaço para construir a sede da associação de moradores, creche e posto de saúde. A área, com pouco mais de 13,4 mil metros quadrados, chegou a ser doado ao Estado para as obras, mas acabou revogado.
No final do ano passado, o empresário Roberto Ferrari ofereceu parte de um terreno na estrada para o distrito da Maravilha para a Cadeia. A doação aconteceu em novembro e os estudos para a construção estão sendo feitos. Nesse período, os moradores acabaram conseguindo a doação de 5 mil metros quadrados do terreno do Acapulco. Sobraram 8,4 mil metros quadrados. Deste total, os vereadores querem doar, novamente, 6 mil para o Estado.
(Edmara Michetti)

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