A Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) vai continuar sem diretor efetivo, pelo menos por enquanto. ‘‘Não existe uma data para resolver esta questão. O problema é político e tanto pode ser solucionado este ano como depois de janeiro’’, afirmou ontem o vice-coordenador do Sistema Penal do Paraná, Flávio Buchmann. Ele esteve em Londrina para acompanhar uma ‘‘operação pente-fino’’ nos presos, um procedimento de rotina na penitenciária.
Buchmann disse que a falta de definição do nome do diretor efetivo da PEL não prejudica a gestão da unidade. Ele garantiu que, na sua ausência, o vice-diretor Maurício Sanchez tem todos os poderes do cargo de diretor. ‘‘Em caso de emergência venho imediatamente. Não porque a penitenciária daqui não tenha diretor, mas porque esse é o procedimento para qualquer unidade do Estado.’’
A ‘‘operação pente-fino’’ aconteceu também na penitenciária central do Ahu, em Curitiba, e na Colônia Penal Agrícola de Piraquara, no início da semana. ‘‘A operação pente-fino é feita periodicamente para retirar materiais que possam servir como armas e drogas’’, explicou Buchmann. Na parte da manhã, a PM organizou a retirada das celas dos 364 presos para que a vistoria fosse realizada. Na parte da tarde, a guarda interna da PEL vistoriou o pátio e as oficinas de trabalho. ‘‘Nada foi encontrado de anormal.’’

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