PEL decide: não entra mais ninguém
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Adriana De Cunto 
Mário CésarPreocupaçãoO vice-diretor Santana: Não queremos que PEL vire CadeiãoA Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) interrompeu temporariamente a entrada de novos detentos. A medida visa manter o local com um número administrável de presos, segundo a diretoria da instituição. A PEL já está operando com uma quantidade de internos acima de suas condições. A capacidade máxima da penitenciária é de 360 presos, mas ontem havia 371.
O vice-diretor da PEL, Nilton Rodrigues Santana, conta que os 11 detentos que superam a capacidade estão instalados em uma área que era reservada a presos com problemas de disciplina. Agora os indisciplinados estão junto com os outros.
Ele lembra que há 25 presos condenados de Londrina e região esperando uma vaga na PEL. Segundo o vice-diretor, a ordem para a instituição recebê-los já foi enviada pelo juiz da Vara de Execução Penal de Londrina, Roberto do Valle. Mas nós não vamos recebê-los porque não queremos que a PEL se transforme em outro Cadeião, avisa Santana, se referindo ao antigo prédio da rua Sergipe. O vice-diretor da PEL reclama que administrar o excesso de 11 presos já está sendo difícil. Ele conta que o número de detentos nunca chegou a ser tão alto na Penitenciária Estadual de Londrina.
Santana reconhece que a interdição do 5º Distrito Policial de Londrina ajudou a agravar a situação da PEL, já que a instituição, a exemplo do que aconteceu com os outros distritos policiais da Cidade, acabou absorvendo parte dos detentos.
Na opinião do vice-diretor da PEL, o problema será amenizado à medida que a Vara de Execução Penal de Londrina for concedendo os benefícios que cerca de 40 a 60 presos da penitenciária têm direito, como indulto, liberdade condicional ou regime semi-aberto na Colônia Penal de Curitiba.
Segundo Santana, o diretor da PEL, Francisco Carlos Melatti, está em Curitiba tentando negociar com o juiz da Vara de Execução daquela cidade a transferência de 13 detentos para a Colônia Penal.


