PEL começa receber presos dos distritos
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segunda-feira, 30 de abril de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
A Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) começou a receber, ontem, presos provisórios dos distritos policiais. Eles estão ocupando as vagas deixadas pelos internos que foram transferidos para a nova unidade prisional que abrigará os condenados, o Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), na Zona Sul. Durante a manhã, foram transferidos para a PEL 20 detentos do 2º DP e outros 40 presos da PEL foram removidos para o CDR. Toda a ação foi marcada por um esquema de segurança que reuniu agentes penitenciários, policiais civis e militares, com várias viaturas.
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A operação não começou pelo 2º DP por acaso. Durante a madrugada de ontem, policiais que estavam de plantão no distrito impediram uma fuga. Cerca de 40 presos de uma mesma galeria estavam abrindo um buraco na parede da cela, quando os policiais ouviram o barulho. ''Eles estão cientes que estão indo para um local de mais segurança, então é normal essa agitação acontecer'', comentou o delegado Jayme José de Souza Filho.
O delegado-chefe da 10Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, explicou que a meta é transferir 160 presos do 2º, 4º e 5º DPs, para aliviar a superlotação. Depois, as transferências devem acontecer por distrito. ''Acreditamos que os DPs estejam vazios dentro de 15 a 20 dias.'' Quando isso acontecer, as carceragens deverão passar por uma reforma geral para, só então, voltarem a receber presos. Continuarão ''funcionando'' apenas as celas modulares do 2º DP - que funcionarão para triagem - e a carceragem feminina do 3º DP.
Segundo a diretoria da PEL, 160 presos já deixaram a unidade desde a última quinta-feira, quando o CDR foi aberto. A instituição tinha 620 presos condenados. O diretor da PEL, Hiroshi Kitanish, acredita que dentro de 15 dias toda a transferência para o CDR deve ser concluída.
Até que seja feita toda a remoção, o diretor informou que os presos dos distritos permanecerão em galerias separadas. Ele ressaltou também que o tratamento com os provisórios será igual ao dos condenados. ''A diferença é que pela lei eles não são obrigados a estudar ou trabalhar, mas essas atividades continuarão a ser oferecidas. Precisaremos educá-los para que passem a entender o que é o sistema prisional. Aqui não é como as cadeias públicas; eles deverão ser mais disciplinados'', explicou. O CDR deverá abrigar 860 presos da PEL e da Casa de Custódia (CCL). (Colaborou Luciano Augusto)


