Marcos NegriniO frio dificultou a captura dos peixes no lago do Parque do IngáA Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Maringá iniciou ontem a transferência de peixes do lago do Parque do Ingá para o lago do parque Alfredo Nyffeler. O principal objetivo da despesca, segundo o secretário Hamilton Cardoso, é de reduzir a quantidade de peixes no Parque do Ingá, que hoje está superpovoado. ‘‘A transferência para o parque Alfredo Nyffeler vai também atender a um apelo da comunidade’’, disse.
Desde que foi promovida uma pescaria no lago, no início do mês passado, várias pessoas têm ligado para a secretaria pedindo novas promoções.
A intenção da prefeitura é de transformar o parque Alfredo Nyffeler em local de pescaria. Para implantar o projeto, no entanto, será necessária a construção de novas lagoas. O parque tem apenas um grande lago, com mais de 100 metros de largura por cerca de 250 metros de extensão e profundidade de até 11 metros em alguns pontos. ‘‘O lago do Alfredo Nyffeler não serve para pesqueiro e a intenção é implantar lâminas de água menores’’, explicou o secretário.
Com a área de pesca, a prefeitura pretende ainda atrair mais público para o Alfredo Nyffeler. Segundo Cardoso, apenas em julho mais de 110 mil pessoas visitaram o Parque do Ingá, enquanto a frequência nos outros parques da cidade é muito pequena. ‘‘No parque Alfredo Nyffeler as visitas se limitam aos moradores da região’’, disse.
Ontem, no primeiro dia da retirada de peixes do Parque do Ingá, os técnicos da secretaria encontraram dificuldades para a despesca. A baixa temperatura dos últimos dias, explicou Cardoso, acaba influenciando nos hábitos dos peixes que ficam nos pontos mais fundos do lago. Ele garante que o trabalho de despesca vai continuar até que o número de peixes do lago fique equilibrado.
Cardoso explicou ainda que a despesca é realizada dentro de regras rígidas, utilizando apenas tarrafas de malhas permitidas, o que evita a pesca de peixes pequenos. O transporte é feito em tanques próprios, com exigenação forçada da água. As duas espécies mais comuns no lago do Parque do Ingá são as tilápias e as carpas. Ele diz ainda que com uma população menor, os peixes vão encontrar as condições ideais para procriar, sem risco de comprometer a presença das espécies no lago.

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