Os pescadores de Paranaguá estão vendendo peixes abaixo do custo para tentar recuperar os fregueses. ‘‘Na semana passada, foi vendido 1,2 tonelada de camarão ao preço de R$ 1,00 o quilo’’, conta o presidente da Confederação Nacional de Pescadores e da Colônia de Pescadores de Paranaguá, Edemir Manoel Ferreira. Esta iniciativa faz parte de um movimento da categoria, que planeja realizar festas para atrair turistas à cidade.
Ferreira conta que depois de um longo período de imobilidade, agora a comunidade pesqueira vem conseguindo quitar suas contas. ‘‘Mas ainda pescam abaixo do normal, pelo menos a metade’’, diz o presidente da colônia de pescadores.
Para Edemir Ferreira, as dificuldades dos pescadores ainda não terminaram. Nesta semana, o governo federal aprovou ajuda para 300 famílias de pescadores, que poderão receber um salário-mínimo, como auxílio desemprego.
Esta medida vai ser mantida enquanto vigorar a proibição de pesca nos rios Emboguaçu e Anhaia. ‘‘A medida é positiva, mas poderia ser estendida para outras famílias’’, diz, acrescentando que em Paranaguá existem dois mil pescadores e coletores de frutos do mar e, no restante do Litoral, seis mil.
Para o pescador e coletor de marisco, Antônio Pedro Vitor, a doação de cesta básica do governo estadual foi apenas um paliativo. ‘‘A cesta não dava para sobreviver, tive que vender móveis para sustentar meus sete filhos’’, diz. Atuando no mesmo ramo, Janiro Fernandes Barbosa, também foi obrigado a vender bens pessoais para sobreviver.
Para os dois pescadores, o governador Jaime Lerner e os secretários estaduais poderiam voltar a cidade para ajudar a reerguê-la.(I.R.)

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