A mulher do vigilante Pedro Graciano da Silva, Letícia Cristina Cunha, e a mãe dela, Creuza Bessani Cunha, classificaram o atirador como uma pessoa possessiva e ciumenta. De acordo elas, o humor de Silva, de 32 anos, oscilava muito e, em pouco segundos, variava entre a alegria e surtos de agressividade.
Desde que tinha perdido o emprego de vigia, o rapaz vinha sendo acompanhado por um psiquiatra. Segundo a Polícia Militar, o vigilante estava tomando remédios para controlar a depressão. Entre os medicamentos estava um tranquilizante, usado para combater o estresse.
Creuza disse que Silva dava a impressão para as pessoas de fora da família de ‘‘ser uma pessoa tranquila e controlada’’, apesar de ‘‘não se sustentar no emprego’’. No entanto, no círculo familiar, ele se mostrava agressivo. Ele estava sempre desconfiado da mulher, duvidando da sua fidelidade. O vigia desempregado mantinha o controle da família por meio de intimidação. ‘‘Ele usava faca para me ameaçar e assustar meu filho’’, contou Letícia, que é mãe de uma criança de quatro anos.
O rapaz teria inclusive agredido a mulher algumas vezes. Outras vezes, Pedro tentava controlá-la, dizendo que ia se suicidar e depois matar a família. Letícia Cunha disse que ele também é uma pessoa ‘‘vingativa e revanchista’’. ‘‘Ele é um psicopata’’, concluiu a mulher. (I.R.)

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