Paranavaí - Ademilson Henrique Vieira, 28 anos, estaria arrependido do crime que cometeu. O pedreiro foi preso depois de manter a ex-mulher Jéssica Soares, 21 anos, em cárcere privado por cerca de 25 horas, no mais longo sequestro da história de Paranavaí (Noroeste). ''Ele está extremamente arrependido. Ele já assimilou a situação da prisão, uma consequência dos atos que praticou levado pela emoção da separação e preocupado com os cuidados da filha'', comentou o advogado criminalista Antonio Marcos Solera, que defende Vieira.
O pedreiro sequestrou a mulher na tarde de terça-feira, após parar o ônibus de transporte de trabalhadores em que estava a ex-mulher. Ele usou uma arma para retirá-la do coletivo. O sequestrador demonstrava indignação com o fim do relacionamento e o distanciamento com a filha de quase três anos.
O sequestrador é mantido em uma cela especial da carceragem da 8 Subdivisão Policial (SDP) de Paranavaí. Na ala só estão os presos que praticaram crimes contra mulheres. ''Ele está numa ala separado dos outros presos para evitar alguma represália'', salientou o delegado-chefe da 8 SDP, Osmir Ferreira Neves Junior.
O inquérito sobre o caso já está concluído. Além de Vieira foram ouvidas mais quatro pessoas: a vítima e três policiais envolvidos na negociação com o sequestrador. ''Ela disse que compreendia a situação do ex-marido. Em depoimento, Jéssica também afirmou que ele era uma pessoa trabalhadora e de bom relacionamento social'', afirmou.
Vieira foi autuado em flagrante por sequestro com cárcere privado qualificado e porte ilegal de arma. Se condenado, pode ficar até 12 anos atrás das grades. A defesa do pedreiro deve apresentar pedido de liberdade provisória após o fim do recesso no Judiciário. ''Devo protocolar pedido para que ele responda em liberdade. O Ademilson é réu primário, tem bons antecedentes e residência própria'', comentou Solera.

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