Pedreiro quer processar prefeitura de Maringá pela morte do filho
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terça-feira, 14 de maio de 2002
Marta MedeirosEquipe da Folha 
Maringá - O pedreiro João Aparecido Viana, 37, está disposto a acionar a Prefeitura de Maringá judicialmente por responsabilidade na morte do filho de 10 anos. O menino João Aparecido Viana Júnior morreu afogado no domingo em uma área do Córrego Morangueira, zona norte da cidade.
Ontem à tarde, a reportagem da Folha esteve no local e encontrou vários adolescentes brincando na água e consumindo bebida alcóolica. Os pais do menino também foram ao córrego e ficaram assustados com o lugar onde o filho morreu.
O córrego está localizado em um fundo de vale e apesar da lei que proíbe ocupação a menos de 30 metros das margens, parte da área está cercada por uma construtora. A degradação do meio ambiente e o excesso de águas pluviais provocou no local uma erosão, cujo buraco com mais de sete metros de profundidade é utilizado por crianças, adolescentes e adultos de vários bairros da região. Vizinhos afirmam que no córrego já morreram mais de sete pessoas nos últimos anos, mas que nunca nenhuma providência foi tomada. Apesar de cercas e de um muro, a área do buracão é de fácil acesso.
Para o pedreiro João Aparecido Viana, o local representa um perigo constante para qualquer morador do bairro. João e a mulher Janete se emocionaram quando viram o córrego. Não dá para acreditar que foi aqui que o meu filho morreu, disse Janete. O casal tem outros três filhos.
A família mora em Porecatu (85 quilômetros de Londrina) e contou que o filho estudava em Maringá na casa dos padrinhos. No domingo, o menino teria dito ao padrinho que iria dar uma volta de bicicleta com amigos, mas o caminho foi desviado e a turma acabou parando no córrego. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstância da morte de João. Segundo a mãe, a bicicleta que o menino usava no dia foi furtada. A gente não sabe como ele caiu ou se de fato decidiu brincar na água, disse Janete.


