Pedreiro preso por matar e tentar assar cachorro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de julho de 2000
Lucinéia Parra De Maringá 
Não foi por fome, mas por extravagância que o pedreiro Juarez da Silva Ferreira, 58 anos, matou uma cachorro vira-lata e disse que tinha a intenção de se alimentar da carne do animal em um churrasco. Ferreira foi parar na delegacia de Sarandi (7 quilômetros de Maringá) e indiciado em inquérito por maus-tratos a animais. O cachorro, de acordo com o delegado José Maurício de Lima Filho, tinha o nome de Totó e vivia pelas ruas do bairro Vale Azul.
A polícia prendeu Ferreira em flagrante na noite de sábado, quando ele se preparava para limpar e desossar a carne do animal morto. O pedreiro fazia todos os preparativos para o churrasco na frente da casa dele. Um vizinho viu a cena e ficou chocado quando percebeu que o pedreiro estava planejando fazer um churrasco com a carne do cachorro. O vizinho acionou a polícia.
Na delegacia, Ferreira confirmou que iria fazer um churrasco com a carne do cachorro. O pedreiro, segundo o delegado, já tem passagens pela delegacia por desordem e embriaguez. No sábado, entretanto, Lima Filho diz que Ferreira não estava tão embriagado para justificar a morte do animal. O pedreiro foi indiciado por maus-tratos a animais, porque segundo o delegado, no Brasil a carne de cachorro não é indicada para o consumo humano. A nossa cultura não permite que se coma carne de cachorro e além do mais, ele (Ferreira) não matou o animal porque estava passando fome. Ele tinha outros alimentos em casa e cometeu o crime por pura desordem.
A família de Ferreira (mulher e filhos), conforme o delegado, não quis comentar o caso. A mulher dele disse que ele só faz loucuras, disse Lima Filho. Ferreira prestou depoimento no sábado à noite e foi liberado em seguida.


