Paranavaí O pedreiro Leonildo Alves Barbosa, 45 anos, morreu ontem de madrugada em uma cama de hospital após esperar mais de 12 horas por uma vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo informações do Pronto-Atendimento de Paranavaí, ele apresentava um quadro de traumatismo craniano e teria de ser submetido a uma cirurgia com um especialista. O sistema hospitalar do município, no entanto, não oferece os serviços de neurocirurgião.
Por volta das 14 horas de segunda-feira, o pedreiro aproveitou o dia de folga para retirar o acúmulo de lixo na calha de casa. O filho teria ouvido um barulho e correu para fora de casa, quando avistou o pai deitado no quintal. Leonildo caiu de uma altura de dois metros, segundo o Corpo de Bombeiros. Ainda consciente, ele foi levado para o Pronto-Atendimento.
De acordo com a enfermeira Maria Amélia, chefe do plantão do hospital, o paciente recebeu todos os cuidados disponíveis na unidade municipal. ''Dentro do diagnóstico dele, todos os medicamentos necessários foram aplicados, e os sinais vitais sempre tiveram acompanhamento médico'', argumentou. O paciente precisaria ainda passar por uma tomografia, mas, segundo a enfermeira, o município não dispõe do exame atualmente.
Enquanto o pedreiro permaneceu internado, a diretoria do hospital tentou conseguir uma vaga em uma UTI do Estado, que contasse com o trabalho de um neurocirurgião. Através da Central de Leitos, um fax foi enviados para vários hospitais do Estado. ''Tentamos transferí-lo para várias cidades, Maringá, Campo Mourão, Londrina, Sarandi, mas não conseguimos vaga'', lamentou Maria Amélia.
A Folha procurou o secretário Municipal de Saúde, José Edegar Pereira, para falar sobre o caso, mas o celular dele e de um assessor estavam desligados.

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