Leandro TaquesNegandoCardoso, detido por assalto, negou assassinato dos irmãos Batistel em Laranjeiras do SulDebilitado por quatro balas de revólver 38 ainda encravadas nas costas, de um recente enfrentamento com a Polícia Militar, o pedreiro José Adecir Cardoso, 25 anos, não conseguiu fugir da polícia. Ele foi preso na sexta-feira, na Cidade Industrial de Curitiba, acusado de participar do assalto, ocorrido em 11 de março deste ano, ao posto do Banestado, que funciona junto à Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs). Estava armado com uma pistola nove milímetros, mas não reagiu. Ao depor, Cardoso acusou dois conhecidos de serem os assassinos do candidato derrotado à prefeitura de Marquinho, Vilmar Batistel, e de seu irmão, João Carlos Batistel. Os dois foram executados, sem motivo aparente, com quatro tiros de pistola, na cozinha da casa de Vilmar, em Laranjeiras do Sul (Oeste do Paraná).
O delegado do Grupo Especial de Repressão a Roubo a Banco e Transporte de Valores (Gerab), Eduardo Costela, disse que tinha recebido informações que Cardoso e o servente de pedreiro Valdevino da Rosa, 18 anos, seriam autores do duplo homicídio, ocorrido em 30 de março. Ontem, ao depor na sede do Gerab, Valdevino afirmou que trabalhava em Curitiba na data dos assassinatos. Cardoso também negou sua participação nos homicídios, bem como no assalto ao Banestado. Ele afirmou que foram Antonio Osmar Esquinça, o ‘Bicudo’, e Marcos Paulo dos Santos, o ‘Marcos Gaúcho’, que mataram os irmãos Batistel. Os dois têm mandado de prisão decretado pela Justiça.
O delegado de Laranjeiras do Sul, Pedro Fernandes de Oliveira, confirmou a versão do pedreiro. Ele descartou a participação de Cardoso e Valdevino da Rosa nos homicídios. Pedro Fernandes disse que seis testemunhas teriam reconhecido ‘Bicudo’ e ‘Marcos Gaúcho’ em fotografias. O carro usado pelos supostos homicidas pertence ao pequeno fazendeiro Antonio Eleotério, sobrinho do prefeito de Marquinho, João Eleotério, adversário político das vítimas. O sobrinho do prefeito afirmou que havia vendido o carro um dia antes dos assassinatos, mas não conseguiu apresentar documentos comprovando a venda.
Vilmar Batistel tinha sido derrotado por Eleotério nas eleições para prefeito, mas despontava como forte candidato à sucessão. O delegado Pedro Fernandes suspeita que o crime teve razões políticas.

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