O pedreiro Henrique de Souza, 33 anos, morador em Andirá (36 quilômetros a oeste de Jacarezinho), foi preso em flagrante ontem à tarde por crime de moeda falsa. Policiais encontraram na casa dele, localizada na rua Tibiriçá, centro da Cidade, 27 notas falsas de R$ 50,00, um revólver calibre 38 e uma escopeta de mão, ambos sem a numeração. Também foram apreendidos três aparelhos de som, duas caixas acústicas e uma câmera fotográfica, todos novos e sem nota fiscal. Souza está preso na delegacia de Andirá.
A prisão do pedreiro aconteceu após depoimento prestado pelo auxiliar de serviços gerais Valdir Ferreira, 35 anos. O auxiliar foi levado à delegacia ontem à tarde por ter passado duas notas de R$ 50,00 falsas na noite anterior, uma numa padaria e outra num bar. Ele contou que as notas foram entregues por Henrique de Souza.
O delegado Nelson Águila vinha investigando o derrame de notas falsas há 30 dias, após ser notificado por agências bancárias da cidade. Segundo ele, foram usadas notas de R$ 1,00, que passaram por lavagem química e nova impressão. A falsificação foi percebida pela diferença na cor dos impressos. ‘‘Usaram papel moeda, mas algumas notas têm cor mais acentuada e outras são mais desbotadas’’.
Segundo informou o investigador da delegacia de Andirá, Geraldo Araújo dos Santos, o pedreiro colocou o pacote com as notas de R$ 50,00 dentro de um tênis, guardado numa estante na casa. Duas notas do mesmo valor foram encontradas em cima dda geladeira.
Henrique de Souza tentou se esconder da polícia, trancando-se no banheiro da casa. Foi preso em flagrante e levado para a delegacia onde apresentou uma versão sui generis sobre a origem das notas.
‘‘Ele disse que ia colocar um cacho de bananas no forro da casa para madurar e acabou encontrando o pacote com as notas falsas’’, relatou o investigador. Segundo o delegado, Henrique de Souza está morando em Andirá há três meses. Disse que veio de São Paulo, de onde o delegado acredita que as notas foram trazidas.
O pedreiro foi autuado em flagrante por crime de moeda falsa, sujeito a pena de reclusão de 3 a 12 anos. O delegado indiciou no inquérito o assistente Valdir Ferreira que, segundo disse, foi usado para espalhar o dinheiro falsificado.
Conforme o delegado, o pedreiro costumava percorrer os bares da cidade durante a madrugada. Contatava os frequentadores e os convidava para ir a outro estabelecimento onde oferecia o dinheiro para pagar a conta, ficando com o troco.
O inquérito que apura o crime deve ser concluído em 10 dias e encaminhado à Justiça Federal de Londrina.

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