O pedreiro José Luiz, 26 anos, conhecido como ''Tatuagem'', confessou ontem ter matado a goiana Adriana Angélica de Ávila, 28 anos, no último dia 14, no conjunto Avelino Vieira (zona oeste de Londrina). Ela morreu na casa do namorado, o topógrafo Adilson Osório de Paula, 37 anos, onde estava hospedada. Com a prisão preventiva decretada por latrocínio, José Luiz foi levado ao 2º distrito policial (DP), onde ficará à disposição da Justiça.
Segundo o delegado do 3º DP, Marcelo Sakuma, uma testemunha teria reconhecido Marcos Paulo Vargas, um segundo envolvido no crime. Através dele, os policiais chegaram até José Luiz, que confessou ter atirado em Adriana. Vargas está foragido. O delegado disse que a intenção dos dois era roubar a casa do namorado de Adriana.
''Eles passaram por ali e viram um carro novo na frente da casa. Sem saber que o carro era da firma que Paula trabalhava, planejaram assaltar a casa'', disse o delegado. Sakuma disse que os dois chegaram ao local do crime por volta das 5 horas e esperaram até às 7 para tentar abordar o topógrafo. ''Só que quem saiu foi a Adriana'', relatou.
José Luiz disse que segurou a moça pelo braço e encostou a arma no peito dela. ''Eu nunca tinha mexido com revólver antes. E não sei dizer o que aconteceu. Só escutei um estalo e vi ela caindo na minha frente'', contou. Ele afirmou que não tinha intenção de matar.
José Luiz é de Marilândia do Sul (34 km ao sul de Apucarana) e contou ter vindo a Londrina há três meses para procurar emprego. ''Mas ninguém me deu emprego por causa das tatuagens que tenho no braço. Tenho três filhas e precisava de dinheiro'', argumentou o pedreiro.
Ele disse que achou o revólver no encanamento de um barraco que invadiu, no Jardim João Turquino (zona oeste). ''Como falaram que o bairro era muito violento, passei a andar com a arma'', contou José Luiz. O delegado confirmou que ele não tem passagens pela polícia.

mockup