Osmani Costa
De Londrina
O pedreiro João Batista Pereira, 30 anos, que estava foragido desde a noite de sábado, apresentou-se na tarde de ontem ao delegado do 4º Distrito Policial (DP) de Londrina, Joaquim Antônio de Melo. Acompanhado de um advogado, ele admitiu no interrogatório que disparou dois tiros de revólver durante a briga de bar em que o servente de pedreiro Claudir Alves, 31 anos, foi baleado e morto.
A briga ocorreu na noite de sábado, no bar de Cícero Coelho da Silva, no Jardim Cristal (zona sul). A arma do crime, que pertence ao comerciante, foi entregue ao delegado do 4º DP por Pereira. O pedreiro, que fugiu do flagrante, foi liberado após o depoimento e responderá ao processo em liberdade por ser réu primário.
De acordo com o delegado, o pedreiro João Pereira e o comerciante Cícero da Silva serão indiciados como possíveis autores do homicídio. ‘‘Isto, porque ainda há dúvidas sobre quem foi o autor do disparo que matou a vítima. Por enquanto, os dois são considerados co-autores do assassinato. Vamos, na sequência, ouvir as testemunhas do crime’’, comentou o delegado do 4º DP. Segundo depoimentos, antes de Pereira fazer os dois disparos o comerciante havia disparado a arma uma vez, na tentativa de impedir a depredação do bar dele por uma gangue da qual Claudir Alves fazia parte.
A briga no bar teria começado porque o dono pediu para que alguns homens parassem de jogar cartas para ele poder fechar o estabelecimento, por volta das 22 horas. Revoltados, os clientes passaram a quebrar móveis, vitrines e garrafas com tacos de bilhar. Foi quando o comerciante sacou o revólver e disparou um tiro, supostamente para o ar. Em seguida, João Pereira tomou o revólver das mãos dele e fez dois disparos, supostamente em direção aos baderneiros.
Além de ouvir algumas testemunhas, o delegado afirmou que aguardará o laudo da necropsia feito no cadáver pelo IML e o resultado do exame de balística que pedirá ao Instituto de Criminalística, para só então concluir o inquérito que enviará à Justiça, no próximo mês. Depois de prestar depoimento João Pereira, que mostrava-se bastante nervoso, não quis conceder entrevista à imprensa. O advogado de Pereira disse que ele tem medo de vingança por parte dos amigos de Claudir Alves.

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